Terça-Feira, 25 de Julho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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Quente, muito quente
O mês passado foi o março mais quente já registrado na história e o 11º mês consecutivo em que se bate este recorde, uma sequência inédita em 137 anos de registros, indicaram meteorologista americanos.

A temperatura média mundial na superfície do planeta em março de 2016 foi "a mais alta para um mês de março nas estatísticas anuais sobre a temperatura mundial da NOAA", a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, segundo um relatório desse organismo. A NOAA realiza essa avaliação desde 1880.

Em março, temperatura média da Terra ficou 1,22ºC mais alta do que a média de todo o século 20, de 12,7ºC, segundo um relatório da NOAA. Esses recordes consecutivos de calor preocupam a comunidade científica, já que indicam que o processo de aquecimento global pode estar acelerando.

O ano de 2015 foi o mais quente já registrado, superando 2014, que por sua vez também tinha obtido esse recorde. O relatório do órgão mostrou que a maior parte da superfície da Terra estava mais quente do que a média em março, "com recorde notável de temperatura no leste do Brasil, maior parte do centro e leste da África, maior parte do sudeste da Ásia e grandes porções do norte e leste da Austrália".

O noroeste do Canadá e o norte e oeste da Ásia tiveram temperaturas ao menos 3ºC mais alas do que a média registrada entre 1981 e 2010. Em contraste, a França e o Reino Unido registraram, em março, temperaturas um pouco mais baixas do que a média de 1981 a 2010.
Fonte: G1

Proliferação do zika e outros vírus
As mudanças climáticas favorecem a proliferação do zika e de outros vírus transmitidos por mosquitos, advertem os especialistas, em um momento em que a Europa e os Estados Unidos se preparam para enfrentar uma epidemia que já provocou estragos na América Latina.

O aumento das temperaturas representa uma ameaça em mais de uma forma, indicaram especialistas antes de uma importante "Cúpula do Zika", que será realizada em Paris na próxima semana.

"As mudanças climáticas contribuíram para expandir o habitat dos mosquitos", explicou Moritz Kraemer, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Oxford e autor de um novo estudo que traçou a zona onde vivem duas espécies que transmitem diferentes vírus aos humanos.

O Aedes aegypti - também conhecido como o mosquito da "febre amarela" - é o principal vetor do zika, que se propagou em Brasil, Colômbia e Caribe desde o fim de 2014, e que está vinculado a um aumento de malformações congênitas e transtornos neurológicos pouco frequentes em adultos.
O Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos confirmou nesta semana que o vírus provoca a microcefalia que reduz o cérebro do feto. Outra espécie, Aedes albopictus, também vive na faixa tropical do resto do mundo mas, diferentemente do aegypti, colonizou 20 países do sul da Europa desde o início dos anos 1990.

Na última década, gerou surtos de dengue e chinkungunha, duas doenças virais que provocam febre alta, dores de cabeça e musculares e, em casos muito raros, a morte.

Fonte: UOL

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