Domingo, 24 de Setembro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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O SURGIMENTO DA VIDA - TOLERÂNCIA CIENTÍFICA E RELIGIOSA
A questão da origem da vida na Terra desperta a curiosidade dos seres humanos desde os tempos mais remotos. Essa pergunta tem recebido diferentes respostas, principalmente entre as religiões. Para a maioria delas o mundo e o ser humano são criações divinas. As religiões consideram a existência de seres superiores que determinam ou influenciam o destino dos seres humanos. Além disso, apresentam explicações para a morte e para o fim do mundo. Alguns dos pontos cruciais em que religião e ciência se contrapõem consistem na explicação da origem do Universo, da terra e dos seres vivos. No entanto, alguns cientistas, como Stephen Jay Gould (1941 – 2002), propõem que ciência e religião não deveriam ser conflitantes e que existe a possibilidade de haver equilíbrio entre as duas, desde que as partes reconheçam seus terrenos e que ambas se respeitem mutuamente. Todas as religiões tentam responder às perguntas relativas à nossa existência. Nesse contexto é importante destacar que cada religião possui seus símbolos, suas crenças, orações e rituais, mas nenhuma religião é superior à outra e suas diferenças devem ser compreendidas e respeitadas. Para se viver em uma sociedade democrática é importante que haja igualdade entre as religiões e, para isso, é necessário o direito de se optar e praticar a religião que se quiser e até o direito de não crer em divindades.

EXTRATERRENA
Embora a maioria dos pesquisadores acredite que a vida da Terra tenha se originado aqui mesmo, em nosso planeta, também é possível pensar que ela tenha surgido em algum outro ponto do Universo e viajado até aqui. A maior crítica que se faz a essa ideia é que ela não explica, de verdade, a origem da vida. Ao afirmar que a vida teria vindo do espaço, estaríamos apenas mudando o problema de lugar, ou seja, se a vida chegou à Terra já pronta, como então, teria surgido em outro ponto do Universo? Por outro lado, alguns cientistas acham que, ao procurar a origem da vida apenas em nosso planeta, estaríamos procurando no lugar errado, porque, na opinião deles, podem existir outros planetas onde a origem da vida seria um evento mais provável que na Terra. Outros planetas poderiam, por exemplo, possuir em seus ambientes substâncias capazes de acelerar as reações entre as moléculas orgânicas iniciais, dando origem, assim, aos primeiros seres vivos. Talvez essas substâncias sejam raras aqui, em nosso planeta, mas abundantes em outro. A ideia de contribuição externa para a origem da vida na Terra não é nova. Já no começo do século XIX, Svante Arrhenius propôs a hipótese da panspermia. Ele imaginou que todo o Universo estaria cheio de formas simples de vida. Elas estariam na forma de esporos, “adormecidas”, e, ao encontrarem condições ideais, “germinariam”. Depois dele, outros cientistas formularam a ideia de que esses esporos poderiam ser carregados por meteoros e teriam chegado à Terra logo após a formação do planeta. Ao chegarem aqui, os esporos retomaram suas atividades vitais, reproduziram-se e colonizaram o planeta. É difícil imaginar experimentos para testar essas ideias, mas existem alguns indícios de que a vida poderia, sim, ter vindo do espaço. A análise de meteoros que chegam à Terra indicou que eles podem carregar uma grande variedade de proteínas, e também aminoácidos, em quantidades próximas às que Miller observou no “oceano” de seu experimento. (Projeto Araribá - Editora Moderna).

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