Segunda-Feira, 27 de Março de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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42 milhões sob o risco da fome
A foto de uma africana esquálida, negra, amamentando uma criança que parecia estar saudável correu mundo nos anos 80. Era um tempo diferente, as coisas andavam mais devagar, as notícias ou comentários não viralizavam, passavam por fax, ainda era preciso fazer cópias e telefonar. Assim mesmo, muita gente viu a foto e se deu conta do drama das pessoas que viviam num continente de subsolo riquíssimo, mas intensamente desvalido e pobre. Dados do fim da década de 60, colhidos e divulgados pela FAO (Food and Agricultural Organization), organização das Nações Unidas que cuida de alimentos e agricultura, davam conta de que havia então 460 milhões de pessoas com fome no mundo.

O século acabou, já estamos a quatro anos de fecharmos a segunda década do século XXI, e hoje os números da fome não nos deixam tranquilos. São quase 800 milhões no mundo de pessoas no mundo, segundo a ONU, que não conseguem dormir alimentadas.

Um dado novo, porém, surgiu e fez lembrar a foto da mulher que alimentava o filho sem condições de se manter em pé: mais de 42 milhões de pessoas enfrentam o risco de fome nos 27 países da África Oriental e Austral por causa da grave seca que está se alastrando pela região, consequência do fenômeno El Niño. O país mais afetado é a Etiópia, que enfrenta a pior seca em 50 anos, segundo informações do Programa Mundial de Alimentação (PMA) para a região. (Fonte G1)

Aquecimento global na Antártica
Correntes oceânicas frias e profundas do Atlântico Norte neutralizam o efeito do aquecimento global na Antártica e retardam o aumento do nível dos mares - revela estudo publicado na revista britânica Nature Geoscience. Esse isolamento gelado do continente, que está coberto com uma camada de gelo de até quatro quilômetros de espessura, pode durar séculos, segundo a pesquisa.

A conclusão do estudo é uma boa notícia para as centenas de milhões de pessoas que vivem em regiões baixas e estão ameaçadas pela subida iminente de até um metro no nível dos mares, que deve acontecer até o final do século, de acordo com o último relatório do Painel de Ciência do Clima da ONU.

Estudos mais recentes sugerem que o limite dos mares poderia aumentar ainda mais, impulsionado pela água da superfície, que se expande à medida que aquece, e pelo escoamento das geleiras e de duas grandes camadas de gelo.

Uma dessas camadas de gelo cobre a Groenlândia, e a outra fica na Antártica Ocidental - a parte do continente que está aquecendo mais rápido.

Se a Antártica Oriental estivesse derretendo na mesma proporção, o impacto sobre os assentamentos humanos ao longo das costas em todo o mundo seria catastrófico.

Os cientistas já sabem há muito tempo que as mudanças climáticas têm afetado o Oceano Antártico muito mais lentamente do que os outros oceanos nos últimos 50 anos, devido à vastidão da camada de gelo do continente, assim como aos ventos e às correntes oceânicas, que funcionam como uma zona de proteção.

Mas o novo estudo atribui o motivo fundamental desse atraso a um cinturão de correntes oceânicas profundas que transporta águas geladas de cerca de 1ºC.

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