Segunda-Feira, 27 de Março de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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OS DEZ MANDAMENTOS DE UMA ESCOLA SUSTENTÁVEL

Durante o período de meu recesso escolar, me deparei com uma reportagem muito interessante da Revista “Pátio”, de autoria de Paulo Camargo, relacionada ao que o mesmo intitula de “dez mandamentos que uma escola deve seguir para se tornar uma escola sustentável”. O assunto, de fundamental importância diante dos desafios da educação no mundo contemporâneo, segue transcrito abaixo em sua íntegra:

1. Coerência: é preciso lutar contra o fosso entre a teoria do que se faz em sala de aula e o que se realiza no cotidiano da instituição.

2. Informação: embora nas escolas ainda seja um processo inicial, há muitas experiências que podem se compartilhadas, como, por exemplo, por ONGs e empresas de outros segmentos. Do mesmo modo, é preciso investir em formação continuada também na área ambiental.

3. Cultura: sustentabilidade não se constrói com ações pontuais, mas com a transformação da cultura interna, o que inclui mobilizar diretores, coordenadores, professores, funcionários administrativos, alunos e pais.

4. Paciência: nada se faz do dia para a noite, nessa área. Mudar procedimentos arraigados leva tempo. É um processo constante e crescente, com idas e vindas.

5. Realismo: assim como no restante da sociedade, a implantação de políticas de sustentabilidade nos confronta com inúmeras contradições, principalmente no que se refere aos aspectos da viabilização econômica ou tecnológica.

6. Democracia: para se construir uma escola sustentável, é preciso saber que nada se faz de cima para baixo. É preciso saber ouvir e dialogar com os vários setores e interesses envolvidos.

7. Compromisso socioambiental: a noção de sustentabilidade ultrapassa em muitos os limites da escola. É preciso estimular os alunos a atrair a comunidade circunvizinha, tornando a escola um pólo difusor dessa nova consciência.

8. Criatividade: estamos em plena transformação. Não há soluções esquematizadas. Cada escola encontrará o seu caminho. Mas não se contente apenas com a implantação de ações como a coleta seletiva, embora seja um bom começo.

9. Metas: estabeleça metas de curto, médio e longo prazo. Um projeto de amplo espectro como esse se torna mais eficiente se trabalhar dentro de objetivos preestabelecidos.

10. Transversalidade: por fim, é sempre bom lembrar: sustentabilidade rima, sempre, com educação. É importante que haja coerência e articulação entre os projetos ligados à sustentabilidade e o que é trabalhado em sala de aula nas diferentes disciplinas.

Norteados pela imensa variedade de produções científicas e referenciais teóricos disponíveis, o fato é que muitos educadores envolvidos neste processo têm construído ou tentado construir seus próprios caminhos metodológicos influenciados muitas vezes por suas diferentes realidades estruturais, econômicas e organizacionais de trabalho. Além disso, não se pode esquecer o fato de que o conceito de Educação Ambiental (EA) demonstra uma série de divergências na prática dos educadores, colaborando assim, decisivamente, para a formação de um modelo individualista de Educação para o Desenvolvimento Sustentável.

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