Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Um anjo morreu em Caxias

A morte da menina Naiara, de 7 anos, em Caxias do Sul, foi o desfecho de um crime brutal, iniciado em 9 de março, quando o assassino, resolveu procurar uma vítima, percorrendo várias ruas da cidade, em busca de uma criança para ter relações sexuais.

Como artifício para atrair Naiara, que deslocava sozinha para a escola, parou seu veículo e mostrou uma mochila infantil, quando a menina entrou no carro, fez com que ela tomasse uma bebida alcoólica adocicada, que a fez perder a consciência.

Depois levou a vítima para a casa dele, no bairro Serrano, carregando nos braços, pois estava desacordada, depois de leva-la para o quarto, estuprou a criança, que acordou, diante da situação, o homem a espancou até a morte.

Para livrar-se do corpo, enrolou a criança num cobertor, carregando em seu carro até um matagal próximo à barragem do Faxinal, em Ana Rech, onde abandonou o corpo num banhado, voltando para sua rotina, como se nada tivesse ocorrido.

A prisão aconteceu em 21 de março, depois o corpo foi encontrado, passando por exames, que constataram asfixia e lesão na coluna cervical de Naiara, que foi enterrada com muitos protestos de parentes e amigos da família, pedindo a punição do criminoso.

A prisão foi decretada, ficando preso em Canoas, na região metropolitana, porém em 30 de março, foi transferido para o Instituto Forense, em Porto Alegre, sendo que os motivos da transferência ainda não foram explicados pelas autoridades.

Talvez tudo fosse evitado se Naiara não tivesse sido separada de sua família, em Vacaria, pudesse ter estudado na mesma escola que seus irmãos, não tivesse que depender de terceiros para ir até uma escola distante.

Porém sofreu nas mãos de um estuprador, que a embriagou, violentou, espancou violentamente, abandonando seu corpo de anjo, que perdeu toda a beleza num matagal, trazendo imenso sofrimento a todos que viveram com ela durante sua curta vida.
Descanse em paz, Naiara!

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