Sexta-Feira, 30 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Não vai ter 7 a 1 em 2018!

A humilhante derrota da seleção brasileira para o time alemão em 2014 foi o maior vexame de nosso futebol, já que nossos jogadores naquele dia conseguiram a façanha errar o máximo durante o jogo, sem nenhum poder de reação, deixando os alemães com liberdade total.

Foi um fiasco, para usar um adjetivo menos ofensivo, com direito aos jogadores alemães sentirem-se constrangidos perante tanta facilidade, que, aparentemente, seguraram seu jogo, não aplicando uma goleada maior ainda, em pleno território brasileiro.

Depois ainda tivemos a oportunidade de ver o Brasil tomar mais 3 gols da Holanda, enquanto a Alemanha levantava a taça de campeã da Copa do Brasil, assim encerrou a participação no segundo torneio organizado no país.

Em 1950 fomos derrotados pelo Uruguai dentro do Maracanã, diante de 200 mil torcedores brasileiros, não conseguindo levantar o campeonato num torneio totalmente favorável para nossa seleção.

Assim, em 2014, tivemos a ilusão de que não repetiríamos o fiasco, mas nossa seleção conseguiu repetir e aumentar o vexame, entrando para a história do futebol como a maior goleada sofrida por uma seleção anfitriã de uma Copa do Mundo.

Chegamos a 2018 com um time festejado por classificar-se com antecedência nas Eliminatórias, um técnico considerado um dos melhores, um craque midiático e um grupo de jogadores, cuja maioria não atua no Brasil, do qual se espera consigam vencer a Copa da Rússia.

A derrota da Alemanha para a Coréia do Sul por 2 a 0, de uma forma humilhante fez a alegria de muitos brasileiros, pois eliminou a equipe alemã na fase de grupos, sem chegar a cruzar com a brasileira, assim a revanche não acontecerá neste mundial.

Agora resta ao Brasil, cujo futebol está bem abaixo do que se espera conseguir avançar na Copa, vencendo todos os adversários que venham a cruzar com a seleção, torcendo para que não se repita a fragilidade emocional e competitiva de 2014.

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