Sexta-Feira, 07 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Free Way sem pedágio

Por incompetência do governo federal acabou a concessão para exploração dos pedágios na melhor rodovia do Rio Grande do Sul, com a consequente manutenção da estrada. Assim ficaremos um ano sem pedágios e sem manutenção, pois o processo de concessão é demorado e tem, normalmente, contestações judiciais.

O novo modelo que está sendo proposto inclui, além da Free Way, as estradas: BR 101, BR 290 e BR 386. Um polo de rodovias que deverá incluir a duplicação em alguns trechos, melhorando a condição do tráfego na região, porém com atraso, já que deveriam estar duplicadas há décadas.

O pior de tudo é saber que pagamos caro nosso Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), cujos recursos deveriam ser direcionados para a construção e manutenção da malha rodoviária, porém sabemos que os valores arrecadados perdem-se num sistema tributário desorganizado e são destinados para outros fins.

A solução encontrada foram os pedágios, que no Rio Grande do Sul foram concedidos de forma aleatória, sem planejamento, pois em determinados eixos rodoviários, há trechos pedagiados com ótima manutenção e outros abandonados pelo poder público.

Não podemos esquecer que há décadas houve concessão sem nenhuma exigência de contrapartida das concessionárias, que exploraram os pedágios sem investir na malha viária, somente nos novos contratos é que houve a exigência de investimento.

Ainda tivemos a criação, em 2012, da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que iria controlar as estradas gaúchas, retirando da iniciativa privada a exploração das praças de pedágio, porém na prática não funcionou, resultando em abandono das estradas, que ficaram esburacadas e sem sinalização.

Agora temos o fim da concessão da Free Way, ou seja, agora teremos o sucateamento de nossa melhor estrada, que vai se juntar a todas as outras que não tem manutenção, nem do poder público e nem da iniciativa privada, resultado da falta de investimento na infraestrutura gaúcha há décadas.

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