Tera-Feira, 04 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Eleitores analfabetos

O eleitorado brasileiro soma 147 milhões de pessoas em condições de votar e escolher os futuros presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, distribuídos de forma heterogênea pelas regiões do país.

Deste total existem 45 milhões de eleitores que não tem os requisitos primários em instrução, pois não tem o ensino fundamental completo, enquanto que aqueles que possuem ensino superior completo somam 13 milhões de eleitores.

Este número inclui 7 milhões de analfabetos, que votarão nas próximas eleições, escolhendo seus candidatos sem saberem ler nem escrever, enquanto 38 milhões possuem ensino fundamental incompleto, muitos dos quais sendo analfabetos funcionais, ou seja, não conseguem compreender um texto nem realizar contas simples.

A escolha dos futuros ocupantes dos cargos públicos vai passar pela decisão destes eleitores, que são facilmente influenciáveis em suas decisões, além de poderem ser manipulados por informações falsas, com uso da influência de terceiros que vão interpretar os dados que serão mostrados pelos candidatos.

Por aqui no Rio Grande do Sul possuímos 8 milhões de eleitores, dos quais temos 3 milhões de pessoas com ensino fundamental incompleto, destes 200 mil são analfabetos, enquanto que temos 800 mil com ensino superior.

Este cenário, tanto no Brasil, como no nosso estado é preocupante, pois a falta de esclarecimento e a facilidade de manipulação das pessoas menos instruídas, podendo influenciar de maneira importante o resultado das eleições em todos os níveis.

Num resumo temos, em média, um terço do total de eleitores sem condições plenas de compreensão daquilo que chega a eles, através de materiais escritos, nem manifestar seus pensamentos, via texto.

Esperemos que os futuros eleitos tenham a intenção de mudar este quadro de analfabetismo, mediante a criação de legislação e investimentos na educação, aumentando o número de pessoas que tenham condições de entender melhor a realidade que as cerca, escolhendo melhor seus representantes.

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