Tera-Feira, 04 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Venezuelanos no Rio Grande do Sul

Nos últimos anos a Venezuela vem enfrentando uma grave crise econômica e social decorrente de um sistema político que não está em consonância com a economia mundial, havendo um embargo de outros países ao petróleo venezuelano, o que desestabilizou a economia, gerando a falta de alimentos e materiais de necessidade básica para a população.

Em consequência dessa situação os venezuelanos começaram a vir para a fronteira com o Brasil, mais especificamente com o estado de Roraima, havendo uma invasão de refugiados em busca de alimento e condições melhores de vida, sem haver estrutura para receber os milhares de fugitivos da miséria no país vizinho.

Houve, inclusive, incidentes envolvendo comerciantes e refugiados, os quais sem dinheiro tentaram saquear alguns supermercados para pegar alimentos, surgindo notícias de agressões e acusações de ambos os lados, gerando a necessidade de que o governo brasileiro tomasse providências para resolver o problema.

Uma das alternativas foi buscar junto à Organização das Nações Unidas recursos para que cidades brasileiras recebessem venezuelanos e tivessem aporte de dinheiro para instalar e qualificar os refugiados para trabalharem no Brasil, assim algumas cidades gaúchas foram contempladas com estes recursos.

Esteio foi a primeira cidade que recebeu venezuelanos, sendo providenciado moradia e alimentação para mais de uma centena de pessoas, as quais viajaram em aviões da Força Aérea Brasileira de Roraima para o Rio Grande do Sul. Em seguida Canoas e Cachoeirinha também foram escolhidas pelo governo brasileiro para receber mais refugiados.

A previsão é de que cheguem ao Rio Grande do Sul em torno de 700 venezuelanos, distribuídos em algumas cidades, passando a receberem ajuda internacional para sua subsistência e profissionalização, espero que com estes seja diferente das centenas de refugiados de outros países que estão por aqui, trabalhando, principalmente, no comércio irregular nas ruas de nossas cidades.

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