Segunda-Feira, 03 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


A falsa Free Way

A Free Way, com seu trecho de 98 quilômetros, foi considerada a melhor rodovia do Rio Grande do Sul durante duas décadas, enquanto era pedagiada. Porém em 90 dias a excelente estrada transformou-se num caminho esburacado, com diversos trechos do asfalto saindo só com a passagem dos veículos.

Não sei qual foi a estratégia usada pela concessionária da rodovia para ter um pavimento impecável, enquanto cobrava um valor de pedágio caríssimo, sem nenhum buraco, já que bastou abrir as cancelas para tudo esfarelar-se de maneira tão rápida.

O pior é saber que os órgãos de fiscalização nunca verificaram qualquer problema na manutenção asfáltica da Free Way, o que leva a perguntar se foram incompetentes ou coniventes com um sistema de maquiagem do trecho pedagiado. Outras rodovias já estão sem pedágios há algum tempo e o asfalto não se desmanchou da maneira como acontece com a estrada que liga Porto Alegre a Osório.

Agora anunciam um contrato emergencial com uma empresa para manutenção e limpeza da Free Way visando tapar os buracos e melhorar as margens da rodovia, assim teremos os leitos das vias em melhores condições para suportar o tráfego do próximo veraneio, mas nada garante que as bases da estrutura não estão com problemas.

Estranho é que nenhum órgão fala em cobrar da concessionária pelas péssimas condições entregues ao público depois de explorar financeiramente e lucrar muito por 20 anos da concessão e mais um ano de prorrogação do contrato original, porque a melhor rodovia do Rio Grande do Sul por 21 anos era uma farsa que acabou em 90 dias.

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