Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Direita ou esquerda

Passado o primeiro turno das eleições presidenciais restou ao povo brasileiro escolher entre duas propostas muito diferentes para governar o Brasil nos próximos quatro anos. De um lado um candidato ligado às ideias de Estado menor e com visão ligada à iniciativa privada para administrar vários setores da economia, enquanto o outro tem por base um Estado voltado a defender os programas sociais e patrimônio público.

No fundo destas visões temos dois sistemas econômicos que surgiram no início do século 20, resultando em duas potências mundiais após a Segunda Guerra, quando Estados Unidos, representando o capitalismo pregava a propriedade privada e economia de mercado, enquanto que a União Soviética defendia a divisão do capital entre os trabalhadores e o Estado controlando a economia.

Mas tudo mudou a partir de 1989, com a queda do Muro de Berlim, unificando as duas Alemanhas, extinguindo a União Soviética. Desta forma o mundo entrou em confusão, surgindo modelos híbridos com características tanto comunistas, como capitalistas e o maior exemplo disto é a economia chinesa, num país comunista na política e produção industrial explorando o trabalho, ou seja, capitalista.

Assim todas as propostas apresentadas para o nosso país, vindo da direita ou da esquerda, querem convencer o povo que o melhor são as ideias que defendem, com programas de governo limitados e que não trazem soluções, apontando dois caminhos, direita ou esquerda, a partir de janeiro de 2019.

Resta agora escolher, no dia 28 de outubro, um dos dois pretendentes ao cargo presidencial, sabendo que são dois candidatos totalmente antagônicos e seus seguidores são integrantes de duas seitas a defender seus líderes.

Tomara que os eleitores escolham o projeto que melhor servirá para que tenhamos melhores dias, resolvendo os três principais problemas da sociedade: saúde, educação e segurança, presentes nos discursos de todos os que se candidatam, independente de serem de esquerda ou direita.

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