Segunda-Feira, 19 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Crimes contra crianças

Nos últimos dias tivemos a noticia de que uma menina de nove anos foi encontrada morta na beira da RS 118, em Alvorada, depois de ter sumido no dia 21, quando foi levada por um homem, que a seduziu oferecendo um passeio para comprar roupas, segundo relatado por testemunhas.

Ainda não se sabe o que motivou a morte da menina Eduarda, nem quem realizou o sequestro, apenas que após um dia desaparecida a menina apareceu morta, com sinais de afogamento, com um retrato falado do criminoso que estava no carro, estampado nos jornais. O fato do pai da menina estar cumprindo pena por diversos crimes levanta a hipótese de vingança, um suposto ritual realizado no rio e até mesmo a ação de um estuprador. Infelizmente mais uma criança perdeu a vida, sem a prisão, até o momento, do autor deste crime bárbaro.

Ainda nesta semana, a suposta prisão de um homem que teria tentado seqüestrar uma criança, resultou numa delegacia de polícia cercada por moradores da vila Mario Quintana. Mesmo com a negativa dos policiais de que fosse verdade, os vidros do prédio foram quebrados e uma viatura foi danificada por chutes e pauladas.

Na sequência, as ruas foram bloqueadas por móveis incendiados, além de um ônibus ser usado como barreira, sendo necessária a intervenção de policiais civis e militares, surgindo um confronto entre os moradores usando pedras e os policiais atirando balas de borracha.

Desta forma, a comoção, quando crimes envolvem crianças, é um estopim para a revolta popular, porque os moradores queriam retirar o suposto preso da delegacia e fazer justiça na rua, diante do prédio.

A falta de segurança nas ruas faz surgir a vontade das pessoas de resolverem as situações com uso de violência, desrespeitando as leis, que, no entendimento da maioria, são muito brandas para os criminosos e que não evitam tantos crimes contra as crianças.

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