Sbado, 08 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Moro no Ministério da Justiça e Segurança

O presidente eleito Jair Bolsonaro já começou a montagem de sua equipe para assumir o controle do governo no dia 1º de janeiro de 2019, indicando alguns nomes para ocupar postos chaves da futura administração federal, com uma tendência a colocar técnicos nos ministérios.

O número de ministros deve diminuir com a fusão de diversas pastas num mesmo local, com extinção de outros órgãos julgados desnecessários pelo novo governo, visando melhorar o desempenho, segundo o presidente eleito, da máquina pública e diminuição dos gastos.

Dentre as pastas tomou destaque o Ministério da Justiça e da Segurança, que vai assumir o controle da questão da segurança pública, do combate à corrupção e ao crime organizado no país, com a indicação do juiz Sergio Moro para ser o futuro ministro da pasta.

Sergio Moro aceitou o desafio de chefiar um dos pontos mais importantes da campanha presidencial de Bolsonaro, ou seja, a segurança pública é a prioridade, além de redução da maioridade penal, flexibilização do uso de armas pelos cidadãos, criação de mecanismos mais eficientes para o controle do cumprimento das penas.

A experiência de Moro à frente da Operação Lava-Jato foi o principal motivo para sua indicação, pois nesta destacou-se pela condenação de diversos políticos corruptos, que antes ocupavam locais de destaque na politica nacional.

Se conseguir implantar no ministério a mesma eficiência demonstrada em Curitiba poderemos ter muitas mudanças na esfera da justiça brasileira, com investimentos pesados na segurança pública e alterações na legislação penal, modificando o cenário de impunidade a que estávamos acostumados a ver nas últimas décadas.

Na condição de celebridade e ídolo nacional, o juiz Moro tem a obrigação de acertar nas suas decisões e na condução do super ministério que será colocado sobre sua responsabilidade, com apoio massivo da população brasileira.

Tomara que ele acerte e tenhamos, a partir de 2019, uma segurança pública melhor e mais eficiente, com a aplicação da lei para todos, independente de condição social ou econômica.

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