Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


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Stan Lee nos deixou

O criador de inúmeros super-heróis, Stan Lee, faleceu aos 95 anos, tendo influenciado, nos seus quadrinhos, o imaginário da geração dos anos 1940, depois nos desenhos animados, as gerações das décadas seguintes, chegando aos anos 2000 para mostrar nos cinemas toda a criatividade de um ícone da cultura, que participava de cada novo filme, com aparições relâmpago.

Um ser humano criativo que conseguiu a partir de suas ideias representar as diversas categorias da sociedade americana, com heróis humanos, com suas dificuldades e limitações, mas que apresentavam características mais alegres, com situações cômicas e divertidas, numa fórmula de sucesso que se manteve por décadas.

A Marvel estava alicerçada no que Stan Lee criou, numa clara disputa com a DC Comics, que tinha heróis mais sombrios e tristes, porém havia semelhanças, Batman e Homem de Ferro, só para citar um exemplo, são ricos e tiveram os pais assassinados.

Mas Stan Lee conseguiu criar um Capitão América para mostrar os Estados Unidos vencendo o nazismo, enquanto no universo X-Men tratava da discriminação de uma forma poética, com as minorias mutantes tentando estabelecer-se junto aos humanos, com um grupo querendo exterminar os humanos e outro visando à integração entre todos.

Os Vingadores também apresentam este viés de seres diferentes que precisam ser controlados pelas autoridades, mesmo salvando o mundo de ameaças que poderiam causar a destruição do planeta.

Muitas das situações estão relacionadas com diversos momentos históricos, sendo possível identificar a preocupação de Stan Lee em mostrar heróis com problemas, como o Homem Aranha, que combate os vilões, mas tem que lidar com as provas da escola e com suas espinhas.

Stan Lee deixa um legado de personagens que demonstram sua preocupação com o racismo, quando apresenta o Pantera Negra, com a discriminação, ao mostrar o Wolverine e o Fera, com as guerras, quando o Homem de Ferro decide não mais produzir armas e deixa de vender aos países que estão em conflito.

Descanse em paz Stan Lee, o mundo ficou mais triste com sua morte.

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