Segunda-Feira, 19 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Perdas em nossas vidas

Vemos as notícias de mortes naturalmente, pois a morte é uma coisa corriqueira, acontece diariamente em cada canto de nosso mundo, numa rotina de pessoas perdendo a vida pelos mais diversos motivos, mas quando envolve pessoas que nos são próximas, a dor e a tristeza chegam fortes.

Quando perdemos amigos e familiares nossos sentimentos são de revolta pelo que acontece com aqueles com quem convivemos, não aceitando perder em nossas vidas pessoas que representaram papéis importantes, mesmo sabendo que a morte é algo natural e uma etapa de nossa vida.

Recentemente perdi um amigo, daqueles que tu chamas de irmão, por tantas afinidades e com quem vivi muitos momentos importantes de minha vida, com o qual dividi muitas angústias e alegrias, após ter um acidente vascular cerebral (AVC), permaneceu em coma por 45 dias, vindo a falecer, após seu coração não mais resistir.

Poucos dias depois, um acidente de trânsito levou os pais de um amigo, com os quais convivi por mais de 30 anos, tendo privado da companhia deles em diversas oportunidades, inclusive nas Bodas de Ouro do casal, completados em dezembro do ano passado, assim posso dizer que nem a morte os separou.

São perdas assim que nos fazem repensar atitudes, valorizar ainda mais os amigos, reaproximar dos familiares e consolar os que perderam seus entes queridos, numa tentativa de consolar a tristeza que abala as famílias enlutadas.

Também pude constatar que muitos amigos que não via há muito tempo estavam lá nos velórios, comentando que precisamos nos encontrar mais, em momentos alegres, pois a vida passa rápida e se não tentar reencontros, somente em momentos de perda é que vamos conviver.

Vamos valorizar a vida, aproximar das pessoas com as quais temos interesses comuns, procurar reunir para rir e repartir momentos alegres, saindo do mundo virtual das mídias sociais e passando a conversar mais, tendo felicidade real no abraço e no sorriso de alegria, ou senão só teremos o abraço e a lágrima da tristeza.

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