Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Bebidas nos estádios de futebol

Alguns deputados estaduais ressuscitaram nesta semana o assunto da liberação das bebidas alcoólicas nos estádios de futebol, mesmo depois de muita discussão no final do ano passado sobre este tema.

Em dezembro foi aprovada lei liberando, mas o governador Eduardo Leite a vetou, inclusive por ser inconstitucional, por contrariar uma lei federal, o Estatuto do Torcedor, de 2003, proíbe a venda de bebidas.

Desde 2008 vigora a lei estadual de número 12.916, proibindo a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol e nos ginásios de esportes do Estado do Rio Grande do Sul.

A liberação é defendida por segmentos da sociedade, os quais entendem que bebida nos estádios não tem relação com a violência e acidentes de trânsito, além de ter como argumento que muitos clubes precisam do dinheiro da venda da bebida para poderem sobreviver.

De outro lado muitos setores, entre eles a Brigada Militar e o Ministério Público, são contrários, pois álcool pode gerar mais violência e tumultos no interior dos estádios, com possibilidade de aumento de acidentes de trânsito nas proximidades dos locais dos jogos.

A exceção à regra federal aconteceu durante a Copa do Mundo de 2014, quando os patrocinadores do evento, ligados à indústria de bebidas, conseguiram que os legisladores brasileiros deixassem que as bebidas alcoólicas fossem vendidas nos estádios durante todo o evento.

Convém salientar que os torcedores podem beber antes das partidas, consumindo muita bebida alcoólica no entorno dos estádios, muitos entrando alcoolizados, mas ficam, no mínimo, duas horas sem ingerir mais bebida.

Cumpre aos deputados estaduais desistirem desta ideia, porque o assunto já tem decisão federal proibindo a venda, sendo necessário, para mudar esta realidade, alterar o Estatuto do Torcedor dentro do Congresso Nacional.

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