Sbado, 08 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Marcha histórica

16 mil pessoas participaram, no dia 07 de dezembro, da maior manifestação de integrantes da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros, numa demonstração de contrariedade ao pacote de reforma das carreiras apresentado pelo governador Eduardo Leite.

Os manifestantes reuniram-se na Praça Brigadeiro Sampaio, no centro de Porto Alegre, portando faixas e cartazes defendendo a manutenção dos direitos adquiridos ao longo de décadas pelos policiais militares e bombeiros e também criticando o atraso no pagamento de salários, que se estende há cinco anos.

A caminhada começou perto das 13 horas, seguindo pela Rua dos Andradas, na frente do QG da Brigada Militar, o comandante-geral, coronel Mohr, postou-se na porta de entrada e assistiu a passagem dos manifestantes, que foram até a esquina com a Rua Caldas Júnior, parando em frente ao Estúdio de Vidro da Rádio Guaíba.

Depois a caminhada prosseguiu pelas ruas Caldas Júnior e Sete de Setembro. A subida pela Avenida Borges de Medeiros e Rua Riachuelo, chegando, aproximadamente às 15 horas, na Praça da Matriz, quando o final da marcha estava no Mercado Público.

Na frente do Palácio Piratini e Assembleia Legislativa foram anuciadas as reivindicações da categoria, através de um caminhão de som, sendo decidido que, no dia da votação do pacote do governo, a Brigada Militar e Corpo de Bombeiros adotarão uma operação padrão, evitando sair com viaturas e materiais com problemas.

As duas horas de caminhada mostraram que é possível a manifestação pacífica na busca de direitos e garantias, sendo possível ver nas pessoas que participavam o inconformismo e nas que assistiam apoio aos manifestantes, através de aplausos e falas de incentivo.

Cabe agora aos deputados estaduais a decisão de alterar as carreiras e retirar vantagens ou atender ao apelo dos profissionais da segurança pública, tão desvalorizados e que não tem culpa das más administrações estaduais ao longo de décadas, as quais não souberam controlar os gastos públicos.

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