Tera-Feira, 04 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Estado quebrado

As notícias recentes de que nosso Estado está quebrado faz com que a população gaúcha aceite a prestação de serviços ineficientes em várias áreas de atuação do poder público, que não se constrange em nada investir nos setores essenciais da esfera estatal.

Na educação, com uma greve do magistério ocorrendo, não há nenhuma manifestação envolvendo pais e alunos pedindo melhorias nas condições de trabalho dos educadores ou na infra-estrutura dos prédios escolares.

No que se refere à saúde, as longas filas de espera por atendimentos não tem nenhuma reação dos pacientes e familiares, como se a rotina de ser mal atendido seja a normalidade dentro do sistema, que apresenta falta de médicos e profissionais.

Não menos caótica está a segurança pública, com muita tecnologia e resultados midiáticos, porém sem atender plenamente a população, por falta de condições estruturais e de pessoas para cuidarem da segurança.

A pergunta que devemos fazer é como pode quebrar um Estado que arrecada bilhões de reais todos os anos, não investe nas necessidades básicas da população. Sem esquecer que os governos não prestam contas esclarecedoras sobre seus gastos.

Somos vítimas de um sistema tributário falido, com grande parte de nossa renda comprometida com pagamento de impostos, tributos e taxas de todas as esferas governamentais, mas cujos valores se perdem na burocracia e num emaranhado de legislações, as quais permitem gastos desordenados pelos governantes.

Além disso, os governos gastam mal os recursos, com investimentos em áreas que não beneficiam a maioria da população, enquanto deixa de investir naquilo que vai ser benéfico para milhões de pessoas.

Outro aspecto a destacar é que, muitas vezes, criam-se planos para arrecadar recursos para determinada área, mas que, passado algum tempo, são desviados para a manutenção da máquina pública.

Para salvar o Estado as soluções são sempre aumentar impostos e cortar despesas com quem já é mal remunerado.

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