Sbado, 08 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Amazônia e Austrália

A fumaça dos incêndios na Austrália está chegando ao Rio Grande do Sul, com possibilidade de os efeitos serem sentidos por aqueles que possuírem alguma doença respiratória, cujos sintomas serão agravados pela fuligem que tomará conta dos céus gaúchos.

As causas dos incêndios são as altas temperaturas e a falta de chuvas na Austrália, ressecando as vegetações, aliadas aos ventos que conduzem as chamas em várias direções, atingindo grande parte do país, com mortes de animais e pessoas que não conseguiram fugir da catástrofe natural.

Anualmente aumentam as áreas atingidas, pois as condições tornam-se cada vez mais intensas, sem possibilidade de controle pelos órgãos que precisam alertar as populações e combater as chamas em extensos territórios, com características geográficas diferentes.

Na Amazônia também existem algumas causas naturais, mas a ação humana é a principal causa das queimadas, devido aos interesses de empresas e pessoas que lucram com áreas extensas para exploração com agricultura e pecuária, além de muitos madeireiros que desmatam e depois incendeiam para cobrir seus crimes.

Assim houve, no ano passado, inúmeras manifestações internacionais contra as queimadas na Amazônia, com repercussão negativa para a imagem brasileira, porém muitas empresas internacionais lucram explorando a região, através de agricultura, pecuária e mineração e até mesmo com plantas que são base para medicamentos.

Na Austrália há uma comoção diferente, pois houve destruição de um país, sem possibilidade de prevenção, com incêndios imensos e, mesmo com ajuda internacional, não foi possível evitar o quadro de destruição da fauna e da flora australiana, além da morte de dezenas de pessoas.

São casos que envolvem incêndios em regiões de floresta e preservação, porém com causas totalmente diferentes, portanto não podemos querer que as reações sejam iguais, sendo necessário mudar a cultura mundial de destruição gradativa do clima, sem preocupação com o futuro da natureza.

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