Segunda-Feira, 03 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Ronaldo e Roberto

Os irmãos Ronaldo e Roberto foram ídolos do futebol, cada um em seu tempo, com vários campeonatos conquistados e muitas vitórias, sendo que Ronaldo levou ao Brasil ao pentacampeonato na Copa do Mundo de 2002, numa das melhores seleções que nosso país já teve.

Roberto, conhecido como Assis, depois de se aposentar dos gramados assumiu como empresário de Ronaldo, o Ronaldinho Gaúcho, com muitas confusões geradas nas transferências do craque brasileiro, sendo uma das maiores a vinda para o Grêmio não concretizada em 2011.

A carreira de Ronaldinho foi marcada por não cumprimento de contratos e abandono de times, sem postura profissional, apesar do enorme potencial para ser um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, perdendo-se em festas e baladas que abreviaram sua trajetória.

Ronaldinho sempre foi tratado como um ser humano frágil e despreparado na sua juventude, porém depois de adulto, ele manteve sua postura assim, mesmo sendo parceiro de seu irmão em diversos negócios e empreendimentos.

O clube de futebol Porto Alegre, o Instituto Ronaldinho Gaúcho e um cassino na Zona Sul são alguns exemplos das atividades empresariais dos irmãos, envolvendo cifras milionárias, porém que acabaram por má administração e denúncias de irregularidades.

Assis decidiu usar o talento do irmão, depois que este deixou o futebol profissional em eventos para conseguir dinheiro, cobrando pelas apresentações polpudos cachês, assim no início do mês Ronaldo e Roberto chegaram ao Paraguai para uma série de atividades.

Apesar do país não exigir passaporte para ingresso, os dois apresentaram passaportes falsificados e foram presos na sua chegada pela polícia paraguaia, tendo em vista que os motivos da viagem não foram devidamente esclarecidos.

O advogado de Ronaldinho e Assis tentou a liberação da cadeia, mas o sistema judiciário paraguaio não aceitou as razões da defesa, assim os irmãos permanecerão presos, tentando explicar mais um negócio que não deu certo.

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