Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Cinema em casa

Depois de duas semanas isolados em nossas casas, começamos a cumprir uma série de rotinas, repetindo diariamente os mesmos procedimentos, pois não temos muitas opções em tempos de comércio, cinemas e outras formas de lazer fechados.

Nossas vidas já estavam restritas às nossas casas, pois passávamos muito tempo em nossos celulares, vendo mídias e tentando viver expondo nossos momentos em postagens e buscando o maior número de curtidas.

Mas como não era uma determinação das autoridades fazíamos e não tínhamos noção de quanto tempo desperdiçávamos longe das pessoas e sem interagir com nossos familiares dentro de nossas casas.

Agora que vem a obrigação de não sair, ficar em casa, olhar nossa tela de celular e assitir nossas séries e filmes na televisão, começamos a reclamar, querendo sair e viver fora do mundo virtual.

Parques e praças estão vazios, ruas desertas, apenas alguns supermercados e serviços essenciais têm presença de poucas pessoas, que mantêm a distância de segurança de, no mínimo, um metro, como forma de prevenir o contágio do coronavírus.

Passado esta quarentena, talvez, nossa sociedade volte a valorizar a vida em sociedade, compartilhando momentos com outras pessoas, deixando os meios digitais em isolamento.

O número de filmes, que estamos assistindo neste período, vai permitir uma reserva de tempo para as atividades de confraternização e comemoração da existência, superando uma doença grave e permitindo valorizar a vida.

Vai chegar o dia em que poderemos ir para nossas praças, sentar, tomar um chimarrão, deixar nossas crianças correr e usar os brinquedos, andar de bicicleta, enquanto poderemos abraçar nossos amigos e beijar quem amamos, sem medo.

Depois de tantos filmes é possível imaginar que teremos, na vida real, um belo final feliz!

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