Sbado, 24 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Cloroquina ou creolina

Os inúmeros vídeos e textos falando da cloroquina como solução mágica para a COVID-19 estão influenciando as pessoas a pensarem que, usando o medicamento, todos podem sair às ruas e abandonar o isolamento social, pois se forem contaminadas basta tomar o remédio milagroso.

Por aqui, no garrão do Brasil, surgem vídeos que indicam tomar água com creolina para acabar com todos os vírus, bactérias e fungos, sem necessidade de nenhuma outra providência, dispensando máscaras e lavagem de mãos, ou seja, a cura vem de dentro para fora.

Estas informações tomam volume com as mídias sociais, quando as pessoas, sem nenhuma comprovação divulgam, incessantemente, tudo que trata sobre corona vírus e COVID-19, sendo as curas o maior foco dos internautas, isolados em suas casas e tendo as telas como seu novo mundo.

Na realidade o que os cientistas estão buscando é criar uma vacina para a COVID-19, surgindo várias informações de que muitos países estão testando em laboratórios vacinas com anticorpos capazes de combater o corona vírus, mas tudo ainda de forma inicial.

Como se trata de uma nova gripe, os especialistas estão tentando usar vacinas contra outros tipos de gripes, com reforço de novos medicamentos e, inclusive, alguns voluntários que tiveram COVID-19 e conseguiram curar-se, criando anticorpos para o vírus.

Queremos sempre a solução fácil, acreditamos em benzeduras, remédios caseiros e fugimos dos médicos, pois nossa cultura é pelo mais prático, tanto que a auto medicação é usada normalmente, pois inúmeros remédios não precisam de receita.

Assim muitos, se conseguirem, vão tomar cloroquina, mesmo sem terem os sintomas e creolina, que pode ser comprada em supermercados e agropecuárias, talvez seja consumida por alguns corajosos.

Pena que estas soluções não sejam comprovadas, sendo ainda difícil saber a gravidade dos efeitos colaterais, decorrentes do uso destes produtos, nos seres humanos que estão assustados com uma doença que, ainda, não tem cura.

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