Domingo, 25 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Seres humanos

Somos apenas um amontoado de pele, carne e osso, ainda mais quando nos deparamos com uma doença invisível, que não se preocupa com os milhões acumulados, as jóias, carros e mansões, nem mesmo as viagens na classe especial dos aviões, quando as pessoas adoecem.

Milhares morrerão pelo despreparo de nossos governantes para combater a pandemia, com debates acalorados que somente visam o lado político da situação, sem preocupação com as necessidades da população.

Os hospitais receberam equipamentos para combater a pandemia, porém quando tudo passar, voltarão a não dar conta dos atendimentos eletivos, com o retorno das ambulâncias e vans transportando doentes das cidades menores para os grandes centros urbanos.

As famílias pobres continuarão aumentando o número de filhos, pois planejamento familiar e controle de natalidade não são assuntos importantes, mas sim o buscar migalhas dos governos, referente a cada filho, que valem muito para quem nada tem.

As campanhas de solidariedade nos momentos da pandemia acabarão, os ídolos deixarão de percorrer os bairros pobres distribuindo cestas básicas e os políticos usarão as imagens de suas lutas pela sobrevivência dos necessitados para conseguir os votos na próxima eleição.

As grandes corrupções seguirão existindo, com os detentores dos mandatos conseguindo novas verbas para seus gabinetes e aumentos expressivos para as elites do funcionalismo público, mantendo castas e seus privilégios, pois nada será mudado pelos ocupantes das cadeiras luxuosas dos parlamentos, palácios e tribunais.

Somos apenas seres humanos com pele, carne e osso que continuaremos vivendo numa sociedade egoísta e injusta, a qual não mudará, mesmo com a possibilidade de surgirem novas doenças sem controle que matarão milhares de pessoas.

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