Sbado, 24 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Os gafanhotos

Uma nuvem imensa de mais de 40 milhões de gafanhotos, que se formou no Paraguai e passou pela Argentina, pode entrar no Rio Grande do Sul vem causando apreensão nos agricultores das regiões fronteiriças, pois se isso acontecer, lavouras serão devastadas num curto espaço de tempo.

Nuvens de gafanhotos estavam sem ocorrer a várias décadas, porém devido a uma série de fatores, entre eles temperatura, índice de chuvas e dinâmicas dos ventos, que se modificaram neste ano, originaram a nuvem atual, resultando imensos prejuízos no Paraguai e depois na Argentina, em diversos tipos de lavouras.

O poder de destruição de uma nuvem de gafanhotos corresponde ao consumo diário de alimentos de duas mil cabeças de gado ou 350 mil pessoas, assim podemos imaginar o que pode acontecer nas muitas lavouras gaúchas, caso esta praga avance para o nosso Estado.

Os gafanhotos podem viajar distâncias de até 150 km por dia, estando na região argentina de Santa Fé, a 250 quilômetros da fronteira com o Brasil, podendo chegar rapidamente nas regiões da Fronteira Oeste e Missões, sendo necessárias medidas para prevenir o avanço da nuvem.

Para tanto há previsão de uso de pesticidas em larga escala, sendo lançados por mais de 400 aviões agrícolas sobre as regiões para onde os insetos possam vir, com grandes riscos para a natureza, podendo poluir rios e contaminar as lavouras, caso isso aconteça.

A expectativa é que haja mudanças climáticas, com uma frente fria sendo esperada para os próximos dias, com chuvas que desviarão a nuvem de gafanhotos do Rio Grande do Sul, indo em direção ao Uruguai, transferindo o problema para o país vizinho.

Tomara que as previsões dos meteorologistas aconteçam e não tenhamos mais esta tragédia para os agricultores gaúchos, que já enfrentaram uma estiagem no verão, tem uma pandemia em andamento e tem queda nas vendas dos seus produtos, devido à crise econômica.

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