Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


600 reais na conta

O auxílio emergencial para mais de 50 milhões de pessoas, distribuído nos últimos meses pelo governo federal, via Caixa Econômica Federal, mostrou que existiam milhões de brasileiros sem visibilidade, pois não possuíam número de CPF para se cadastrarem no programa.

Muitos fraudaram o sistema, usando dados de mais de 18 mil pessoas falecidas, além de muitos empresários, políticos, servidores públicos, que chegaram ao número absurdo de 620 mil beneficiados com os valores, que somados atingiram a quantia de aproximadamente três bilhões de reais.

Com mais essa demonstração de desonestidade coletiva dos brasileiros, podemos que entender por que muitos de nossos representantes nos poderes estão envolvidos em corrupção, superfaturamento, desvio de verbas e outros crimes.

Milhares de pessoas com boa renda mensal, estruturadas economicamente, não tiveram nenhum pudor em preencher um cadastro para ganhar 600 reais de dinheiro público indevidamente, mesmo sabendo que tais valores destinavam-se aos desvalidos, muitos sem ter alimentação ou trabalho.

Não podemos aceitar a desonestidade espalhada pela população brasileira, muitos morando no exterior, além de cobrar das autoridades a investigação e punição dos fraudadores, com a devolução aos cofres públicos, com os devidos juros, referentes ao tempo de uso indevido dos valores.

Talvez os nossos políticos, em sua maioria, estejam mais preocupados em manter privilégios e governantes queiram sempre lucrar nas obras públicas, muitas ainda incompletas, mostrando toda incompetência de nossos administradores.

Assim estes desonestos entendem que não há problema em receber um auxílio emergencial, por saberem que a impunidade é uma aliada dos corruptos em nosso país, com muitas maneiras de ter vantagens com o dinheiro público.

Esse é só mais um exemplo de que, se houver brechas na legislação e falta de fiscalização, muitos espertos buscarão pegar dinheiro público dos diversos programas de auxílio à população carente.

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