Sbado, 08 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Nada a temer

O Brasil tem um grande problema no combate à Covid-19: nossos governantes estão perdidos no que fazer para diminuir os números de uma pandemia que já atingiu mais de um milhão e setecentas mil pessoas, com mais de 67 mil mortes no país.

Temos aqueles que pretendem combater a doença com uso de medicamento sem comprovação científica, enquanto outros querem fechar tudo para que o vírus não se espalhe, sem termos certeza de que isso vai dar certo.

Inúmeras propostas são apresentadas pelos governantes, todos dizendo que suas ideias são as melhores para acabar com a propagação viral, com números que crescem diariamente, independente do formato que os líderes adotam para combater o coronavírus.

Toda a população assiste os conselhos de muitos cientistas e especialistas, cada um com uma teoria, muitas contraditórias, enquanto economistas e empresários discutem os prejuízos econômicos de empresas e perda de empregos.

O presidente agora está contaminado com a Covid-19, tomando hidrocloroquina, tendo grupos de pessoas apoiando a doença, enquanto outras apóiam o mandatário da nação, numa luta ideológica sem sentido.

Governadores pegaram milhões de reais e aplicaram em hospitais de campanha e respiradores, sendo descoberto que muitos superfaturaram as compras, divulgando números de mortes inconsistentes, enquanto outros preferiram ir para os microfones apontar soluções mágicas para a doença.

Prefeitos tentam repassar as responsabilidades para os governadores, pois nunca investiram em hospitais, pois saúde não é uma prioridade dos municípios pequenos, pois os grandes centros urbanos têm estrutura para as doenças mais graves.

Assim com 100 dias de isolamento, sem leitos e respiradores suficientes para os doentes, com o comércio fechado e a economia quebrando, não temos nada a temer, pois nossos governantes talvez consigam se entender na forma de combater a doença.

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