Sbado, 08 de Agosto de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


14 de julho de 1789

A Queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789, foi o ponto culminante da Revolução Francesa, pondo fim à monarquia absolutista, retirando do poder o rei Luís XVI, dando origem a um sistema republicano, baseado no lema: Igualdade, Liberdade e Fraternidade.

A sociedade da França, antes de 1789, tinha o Rei como soberano absoluto e apresentava o Primeiro Estado, composto pelo Alto Clero e o Segundo Estado, com a Nobreza, tendo isenção tributária, enquanto o Terceiro Estado, constituído pela burguesia, pagava impostos e sustentava os dois primeiros.

Os privilégios desta minoria da população, era resultado da exploração do trabalho do restante dos franceses e representava dois por cento do total, vivia em ótimas condições, com fartos recursos e bem alimentados, enquanto a maioria vivia mal alimentada, sem saneamento e exposta a doenças.

A revolta popular derrubou o antigo regime, com perseguição à nobreza e ao clero e ascensão da burguesia, que formou uma nova classe política, além de centenas de execuções na guilhotina, inclusive do rei Luís XVI, acabando com a monarquia.

O novo sistema aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que foi a base do novo regime, com um poder central republicano, uma Assembleia Legislativa, que aprovou a Constituição de 1792 e um poder jurídico, deixando a Igreja fora do Estado.

O modelo com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário compondo a estrutura dos Estados Democráticos, iniciou na Independência das Treze Colônias, em 04 de julho de 1776 e solidificou-se com a Revolução Francesa, originando o sistema de eleição de representantes do povo para governar os países.

No Brasil temos uma república presidencialista, com políticos para legislar e juristas para aplicar as leis, representando uma minoria privilegiada, a qual é sustentada pelos impostos pagos pelos milhões de brasileiros, que vivem com muitos problemas econômicos e de saúde.

Qualquer semelhança com a França de 1789 não é mera coincidência!

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