Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Não às aulas presenciais

O retorno precipitado de aulas presenciais, em alguns Estados do Brasil, mostra o despreparo de nossos governantes, que não parecem entender que temos uma pandemia que já deixou 100 mil mortos no país.

Nos Estados Unidos as aulas voltaram há duas semanas e tivemos a contaminação de 97 mil crianças, evidenciando que distanciamento social e uso de máscaras não são algo que se possa controlar nos pequenos.

Outro aspecto a considerar é que as crianças vivem com adultos em suas casas, alguns dos grupos de risco, assim não adianta dizer que crianças são resistentes ao coronavírus, pois elas serão transmissoras.

A proposta de que as aulas nas escolas públicas voltem no final de agosto é, no mínimo, irresponsável, porque se não há condições sanitárias nos estabelecimentos na normalidade, como imaginar que teremos higienização nas salas de aula.

Nas escolas particulares os administradores afirmam que têm todos os protocolos para permitir a volta gradual dos alunos, com turmas reduzidas e dias intercalados, sem nenhuma garantia da plena proteção à saúde das crianças.

Se as atividades econômicas não voltam em sua plenitude, com várias cidades decretando fechamento total, falta de leitos suficientes para atender os doentes, com 90 mil infectados e 2500 mortes em nosso Estado, não há condições para um retorno da rotina escolar.

Os pais devem estar preocupados com seus filhos, porque se crianças começarem a ter os sintomas da doença ou mesmo vierem a morrer por uma volta antecipada, a conta deverá ser cobrada dos governantes.

Precisamos proteger nossas crianças e uma das formas é evitar que voltem a aglomerar-se em salas de aulas e pátios pequenos, sem os cuidados individualizados que recebem em seus lares.

COMENTÁRIOS ()