Sexta-Feira, 27 de Novembro de 2020 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Poucos votos

Os prefeitos eleitos no Rio Grande do Sul receberam um número pequeno de votos, comparado ao número de eleitores em condições de participara do processo eleitoral, sendo eleitos por uma minoria da população.

Temos no Rio Grande do Sul uma população de aproximadamente 11 milhões de pessoas, sendo que em torno de oito milhões são eleitores, porém houve uma abstenção de mais de dois milhões, somando ainda tudo isso um número recorde de votos brancos e nulos.

O desinteresse de grande parte da população justifica-se pelo descaso dos gestores públicos com as nossas cidades, todas apresentam problemas, variando apenas o setor da administração que está falhando.

A saúde é um grave problema que se tornou mais crônico com a pandemia, surgindo um enorme número de doentes sem atendimento nas cidades ou nos pólos de cada região, devido à concentração no combate à Covid-19, priorizando os atingidos pelo coronavírus.

No aspecto da infraestrutura nossos municípios estão com muitas dificuldades, com ruas esburacadas, falta de esgoto e iluminação pública, sem falar no transporte público que é deficitário perante as necessidades da população.

Assim os eleitos receberam percentuais baixos de votos, mas terão a tarefa de conseguir melhorar a vida de todos, mudando o cenário de caos que atinge grande parte de nossas cidades, buscando recursos e ouvindo os habitantes de cada cidade.

Porém se nada mudar e as cidades continuarem com seu aspecto de abandono, todos aqueles que não quiseram participar do processo eleitoral não podem continuar reclamando, pois a chance de escolher seus representantes foi desperdiçada.

O segundo turno em Porto Alegre dará aos ausentes a chance de participar e escolher um dos dois projetos apresentados, porque nossa capital teve a maior abstenção do pais, com 33,08% de abstenções, que somada a brancos e nulos chegou a mais de 436 mil votos.

COMENTÁRIOS ()