Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2021 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Desejos

A virada de 2019 para 2020 foi marcada pelos pedidos das pessoas de que o novo ano fosse melhor que o anterior, numa rotina de prometer mudanças no cotidiano e também a aproximação dos amigos e familiares.

Passados os festejos nada mudou dentro dos lares, pois o calendário é só uma referência para nossas vidas, sendo possível notar que as promessas e desejos ficaram perdidos nas palavras e não chegam na prática diária.

As pessoas continuavam afastadas, com cada pessoa cuidando de seus interesses e vivendo isolada em si mesma, sem preocupação com as demais, pois somos, normalmente, egoístas.

Na virada de 2020 para 2021 a marca foi a recordação de um ano totalmente atípico, com as pessoas tendo a oportunidade de conviver mais com suas famílias, havendo a preocupação em proteger vidas.

Passados nove meses do início de uma pandemia na vida de todos, as rotinas mudaram, não por decisão das pessoas, mas pela presença de uma doença, ou seja, não trocamos nosso modo de viver para cumprir promessas.

O que desejamos para 2020 não aconteceu, muitos planos de passeios e de lazer, foram cancelados, pois não houve a possibilidade de realizar alguns sonhos, mas possibilitou viver novas experiências.

Nossos desejos para 2021 são outros, agora muitos querem permanecer com suas rotinas inalteradas, dentro de suas casas, protegidos da pandemia, enquanto outros tantos seguem para viagens e passeios.

As cenas de aglomerações nas praias para comemorar a virada do ano foram semelhantes aos anos anteriores, como se nada houvesse mudado, mas a realidade é que o contágio pode acontecer e pessoas adoecerem.

Um dos maiores desejos é que uma vacina chegue, seja distribuída e a população seja imunizada contra a epidemia, protegendo as vidas e fazendo com que as atividades voltem à normalidade nas nossas vidas.

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