Tera-Feira, 06 de Dezembro de 2022 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Ideologia dos partidos

No Brasil existem dezenas de partidos, com as mais diversas siglas e denominações para identificá-los, além de fusões e extinções sucessivas, que fazem surgir agremiações partidárias de matizes ideológicas diversas e confusas.

A recente janela partidária, que permitiu a troca de partidos pelos políticos, antes das eleições deste ano, mostrou o quanto a fidelidade partidária é fraca em nosso país, sendo comum a troca, simplesmente, pelo aporte de maiores recursos para as campanhas.

Segundo divulgado 132 deputados federais trocaram de legenda este ano, o que representa que um quarto da Câmara dos Deputados mudou sua identificação partidária, numa corrida para abocanhar dinheiro dos fundos partidário e eleitoral.

Os fundos foram criados pelos políticos para que pudessem sustentar as máquinas de seus partidos e de suas campanhas, já que não podem mais contar com o financiamento privado.

Escândalos envolvendo empresas em eleições anteriores levaram a essa mudança, mas houve o ajuste para pegar dinheiro público e manter os políticos e seus partidos, que serão criados conforme interesses deles.

Partidos de viés à esquerda ou à direita, de centro, todos buscam os valores, portanto ideologias que pregam desde um Estado mínimo, baseado na livre iniciativa e na propriedade, até um Estado total, onde tudo está sob a tutela do governo e menos empresariado.

Mas os regramentos partidários abrangem toda a sorte de indicações e maneiras de conduzir as políticas públicas, as quais, quando seus integrantes assumem os cargos, não cumprem suas próprias regras, deixando-se levar pelas benesses do poder.

Acreditar nos políticos e suas promessas é uma ilusão, pois o que temos é um pequeno grupo de privilegiados que só pensam em manter suas vantagens, em detrimento das necessidades básicas da população.

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