Sbado, 03 de Dezembro de 2022 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


David Coimbra

O jornalista David Coimbra foi um expoente na área da comunicação social, com seus textos em jornais, revistas e livros, além da participação em programas de rádio e televisão no Rio Grande do Sul.

Nasceu em Porto Alegre em 28 de abril de 1962, viveu sua infância no IAPI, de onde trouxe histórias e deixou muitos amigos, os quais sempre apareciam como personagens de suas crônicas.

Formou-se em Jornalismo em 1984, iniciando uma trajetória nos principais jornais do sul do Brasil, entre eles o Diário Catarinense e o Correio do Povo, sendo que foi na Zero Hora onde construiu uma bela carreira.

Destacou-se como um ótimo colunista, retratando o cotidiano, baseado em suas vivências, com um texto leve e de fácil entendimento, usando muito de humor, alegria, mas também tristeza e melancolia, levando seus leitores a refletir sobre os temas.

Inspirou muitos jornalistas e escritores, inclusive a mim, com seu texto fluído e bem escrito, posicionando-se na defesa de suas convicções e pensamentos, mostrando suas teorias, na tentativa de levar o leitor a concordar com ele.

No rádio esteve nos programas Sala de Redação e Timeline, da rádio Gaúcha, e no Pretinho Básico, da Atlântida, com suas histórias e relatos sobre o futebol, mesas de bar e mulheres, enquanto que na televisão atuou nos programas Bate Bola, Café TVCom e Jornal do Almoço.

Foi o substituto de Ruy Carlos Ostermann, no Sala de Redação e de Paulo Santana na Zero Hora, dois ícones de jornalismo gaúcho. Escreveu dezenas de livros, entre eles Canibais, Mulheres, Jogo de Damas, Uma história do mundo e Hoje eu venci o câncer.

David Coimbra nos deixou no dia 27 de maio, com seus 60 anos, perdendo o combate contra o câncer nos rins, que enfrentava desde 2013, com tratamento experimental em Boston, nos Estados Unidos.

Deixou sua mulher Márcia e o filho Bernardo, que muitas vezes estavam presentes nas suas crônicas, deixando à mostra o cotidiano de um homem apaixonado pela vida e valente contra a doença que o consumiu.

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