Tera-Feira, 29 de Novembro de 2022 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Abandonem o celular

Na atualidade não conseguimos fazer as tarefas de nosso cotidiano sem portar o aparelho celular, desde que acordamos, antes de levantar já vamos na direção do aparelho, ver as mensagens, ou pior, durante a madrugada, sem sono, acessamos para ver o que tem em nossas redes.

Passamos ligados de tal forma que, inúmeras vezes, nos atrapalhamos para pegar objetos, realizar uma limpeza, recolher o lixo, arrumar nossa cama, pegar pratos e talheres, tudo fica restrito a uma das mãos, pois a outra segura o celular, enquanto nossos olhos ficam fixos na tela.

A realização das refeições e conversas em família, uma prática que conseguimos voltar a realizar devido à pandemia, visto a obrigatoriedade de ficarmos trancados em nossas casas, vai aos poucos se tornando prática difícil, pois o celular é uma extensão de nossas vidas.

Os deslocamentos pelas calçadas é outro problema, com muitos esbarrões e acidentes das pessoas, que distraídas tropeçam em obstáculos, batem em postes e placas, caem em buracos e poças de água, além de baterem nos outros, muitas vezes resultando em lesões ou hematomas.

A observação dos veículos nas ruas mostra inúmeros motoristas, desatentos ao trânsito e à sinalização, avançando sobre faixas de pedestres, mesmo com o sinal fechado, batendo em outros carros, atropelando pessoas, causando danos por estarem olhando a tela do celular, enquanto dirigem.

Nos lugares públicos, como escolas, lojas e empresas, há pessoas caminhando sem olhar para onde vão, batendo em portas, derrubando objetos, tropeçando em escadas rolantes e entrando em elevadores errados, demonstrando total desatenção, tanto na área do ensino, como de trabalho.

Para voltarmos a conviver com os outros, realizar nossas tarefas de nossos trabalhos ou estudos, conversar sobre o nosso cotidiano, compartilhar as refeições e aproveitar a companhia de nossos familiares e amigos, precisamos abandonar o celular ou vamos nos isolar cada vez mais.

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