Tera-Feira, 29 de Novembro de 2022 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Impostos demais

O sistema de tributação brasileiro é extremamente pesado para os contribuintes, pois o número de impostos é imenso, os quais consomem, aproximadamente, cinco meses de tudo que recebemos como salário.

Além disso, a tabela do Imposto de Renda tende a cobrar de mais pessoas que tem poder aquisitivo cada vez menor, havendo proposição para isentar os contribuintes que recebam até cinco salários mínimos, o que seria mais justo.

As reduções do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) geraram ações judiciais para que os Estados não cumpram e continuem cobrando percentuais abusivos à população, reduzindo o poder de compra de todos.

Tantos impostos não permitem o controle daquilo que pagamos, com sobreposição de taxas federais, estaduais e municipais sobre o mesmo serviço oferecido para o cidadão, o que consome cada vez mais do salário, sem contrapartida dos governos.

A reforma tributária já foi adiada diversas vezes, porque não há interesse dos governantes de reduzir a arrecadação, pois quanto mais descontrole, mais fácil desviar valores e utilizar onde bem entenderem, sem justificar suas ações.

Para piorar tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação para que os administradores públicos que tenham cometido crimes de improbidade administrativa, alegando desconhecer a legislação não se tornem inelegíveis.

Para mudar o cenário é preciso que os legisladores aprovem as mudanças necessárias para que os brasileiros possam saber exatamente o que pagam e para onde vão os valores arrecadados com transparência.

Porém parece que os administradores públicos querem continuar arrecadando cada vez mais e não reduzir nenhum centavo de suas receitas que saem de compras e serviços que o Estado fornece aos cidadãos.

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