Sbado, 03 de Dezembro de 2022 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Abordagem policial

A Brigada Militar, através de seus integrantes, realiza milhares de abordagens diariamente, em todos os municípios do Rio Grande do Sul, visando verificar a veracidade de reclamações das pessoas sobre as atitudes suspeitas ou possível prática de crimes nas ruas das cidades.

São quase dezoito mil policiais militares trabalhando para atender a demanda por segurança pública de mais de 10 milhões de gaúchos, os quais chamam a Brigada Militar para solucionar as mais diversas situações, inclusive assuntos não inerentes à atividade policial.

A resposta a uma chamada pelo fone 190 deve ser rápida, urgente, precisa e atender à vontade de cada um que ligar para o telefone de emergência, numa atividade diuturna, que não tem intervalo e que demanda uma série de providências, as quais muitas vezes, podem descontentar quem chamou a Brigada Militar.

O processo da abordagem é complexo, pois os abordados não sabem como agir na situação, sendo possível agirem de forma incorreta, pois cabe ao abordado atender todas as ordens da autoridade policial, porém, em muitos casos, as pessoas não atendem e questionam a ação dos policiais.

Outro aspecto importante é que, não raras vezes, quem chama a Brigada Militar não permanece no local e permanecendo quer outras ações da polícia, ou até mesmo voltam-se contra os policiais, tentando desqualificar suas atitudes.

O trabalho policial é extremamente difícil, porque as decisões são tomadas em meio a um turbilhão de informações e acontecimentos, sendo necessário ao policial decidir e resolver os conflitos, no menor tempo possível e sem margem para erro.

O caso de São Gabriel teve início numa abordagem, solicitada por uma moradora e na qual os policiais foram rápidos, tomando a decisão de imobilizar uma pessoa que estava tentando entrar numa casa, o que causou medo na moradora.

O desfecho desta abordagem está sendo investigado, pois a morte do abordado aconteceu depois de encerrar o atendimento de uma ocorrência, onde, pelo que se sabe, não houve a prática de nenhum crime na sua origem.

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