Sbado, 03 de Dezembro de 2022 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Aprendizagem defasada

Após os dois anos de aulas virtuais nas escolas brasileiras, estamos chegando ao primeiro ano de aulas presenciais, com alunos apresentando muitas lacunas na sua aprendizagem, além de muitos problemas relacionados à sociabilidade.

No âmbito das escolas públicas é possível observar que as dificuldades financeiras e tecnológicas tiveram uma influência decisiva para o nível de aprendizagem dos alunos, aliado à necessidade dos professores aprenderem a lidar com novas tecnologias.

Já nas escolas particulares, devido ao fator econômico, são melhores equipadas e investem na capacitação de seus professores, cujo quadro, normalmente é completo, além de possuírem todos os setores de apoio com profissionais qualificados.

Na esfera pública a falta de professores e outros servidores é a regra, o que faz com que o atendimento aos alunos seja deficitário, pois a falta de educadores, dentro da normalidade, foi acentuada no ensino virtual.

Os extremos da educação básica foram os mais prejudicados, pois no início há necessidade da alfabetização e no final é preciso preparar os alunos para os desafios dos vestibulares para chegaram ao ensino superior.

A dificuldade de concentração dentro de uma sala de aula foi ampliada com os espaços virtuais, quando apenas uma tela era o que ligava o estudante aos seus professores, além de não ser possível sanar as dúvidas de forma efetiva.

O desinteresse pelos conteúdos do ensino virtual está muito ligado ao fato de haverem outros atrativos disponíveis nas telas, que não eram controlados pelos professores e, em muitos casos, nem pelos pais, que precisavam sair para trabalhar.

Na volta às salas de aula, os alunos precisaram voltar a conviver com os demais, porém em dois anos todos mudaram e muitos perderam sua capacidade de dialogar com o outro, pois o isolamento social tornou o contato mais restrito.

Ainda não é possível quantificar o nível de defasagem dos alunos, mas se consegue observar muita defasagem em muitos aspectos da aprendizagem, resultado de dois anos de pandemia.

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