Sbado, 03 de Dezembro de 2022 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Brasil dividido

O resultado das eleições presidenciais no Brasil levou o candidato Luis Inácio Lula da Silva para assumir o cargo de presidente do país no ano de 2023, quando recebeu mais de 60 milhões de votos, derrotando Jair Messias Bolsonaro, votado por mais de 58 milhões de brasileiros.

O equilíbrio da votação foi o resultado de uma polarização enorme de duas ideologias antagônicas, sendo uma definida como de direita, defendendo aspectos mais conservadores e outra de esquerda com ideias mais liberais.

Após uma campanha marcada por acusações e ofensas, muitas notícias falsas e poucas propostas concretas para modificação da realidade da população, e seus problemas de saúde, educação, infraestrutura e desigualdade social.

A disputa foi muito acirrada, com equilíbrio até no número de Estados, sendo possível dividir o país ao meio, com as regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste decidindo por Bolsonaro, enquanto Norte e Nordeste escolheram Lula.

As cartilhas dos dois candidatos são bem diferentes, enquanto o conservadorismo prega um governo com mais privatizações, diminuição do Estado, família e religião tradicionais, enquanto do outro lado há busca de maior presença estatal, famílias com outros formatos e liberdade de prática religiosa.

A divulgação de vitória de Lula desencadeou uma série de manifestações públicas contra o resultado das eleições, mostrando a metade descontente com a derrota ocupando as ruas e apontando irregularidades no processo eleitoral.

Até a posse definitiva do novo presidente teremos mais fatos envolvendo os seguidores de Bolsonaro e Lula, ambos os lados defendendo seus líderes e as ideias de cada campo ideológico, num embate que não terminou com a divulgação do resultado da eleição.

Tomara que todas as manifestações sejam pacíficas e que não resultem em confrontos entre os dois lados e os políticos consigam unificar o povo brasileiro, resultando em paz no país.

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