Quinta-Feira, 23 de Maro de 2023 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Fofys um anjo de quatro patas

A Fofys entrou na minha vida no mês de abril de 2018, quando meu filho pediu uma cadelinha branca com uma mancha no olho e logo encontrei a Fofys e trouxe para viver em nossa casa.

Já tinha um cachorro, o Spike, com alguns meses, assim ficmos com um casal em nosso pátio, o que acabou gerando, em fevereiro de 2019, uma ninhada de nove filhotes, dos mais diversos pelos e cores.

O pátio ficou cheio de alegria com uma família de onze cachorros, mas após doações restaram três cães, Fofys, Spike e o filho deles, o Bruce, o que foi suficiente para alegrar nosso lar com as estrepolias da família.

A Fofys era uma cachorra ativa, sempre alerta a qualquer movimento e protegia a casa com sua presença, o que assustava quem tentasse se aproximar do portão, pois parecia uma pitbull, mas que era extremamente dócil e carinhosa com nossa família

Mas um pequeno nódulo apareceu na barriga da Fofys, no mês de novembro deste ano e levamos para analisar, pois estava sangrando, assim constataram uma anemia e iniciamos o tratamento para que ela pudesse retirar o nódulo.

Uma transfusão foi necessária e seu filho Bruce foi o doador, assim no dia 05 de dezembro ela fez a cirurgia e o material foi para biópsia, e a Fofys teve uma melhora, voltou para casa, mas foi constatado um câncer, que se alastrou para o cérebro.

Um AVC ocorreu e nova internação, uma nova recuperação e muito carinho, levaram a imaginar que ela superaria e voltaria para casa, mas outro AVC levou ao coma e fiquei ao lado dela, que respirava por aparelhos e não reagia.

Meu anjo de quatro patas deixou de viver no dia 14 de dezembro de 2022, por volta das sete horas da noite, quando seu coração deixou de bater. Decidi enterrar seu corpo junto à caneleira, onde ela trouxe ao mundo seus nove filhotes.

Sentirei a ausência do olhar e abanar de rabo da Fofys sempre que abrir a porta a cada manhã.

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