Quinta-Feira, 23 de Maro de 2023 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Verão gaúcho

O verão no Rio Grande do Sul traz uma nova paisagem a muitas cidades: as ruas vazias, com menos carros e pessoas circulando, devido ao período que inicia com as festas de final de ano e termina após o carnaval.

Esta peculiaridade leva muitas pessoas a ajustar férias nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, pois a rede escolar e alguns setores do serviço público entram em recesso, permitindo às famílias um maior período de lazer.

Por outro lado, as cidades litorâneas sofrem o fenômeno oposto, com maior número de circulação de pessoas e de veículos, inclusive havendo a brincadeira de que no verão a população do Estado muda para perto do mar.

E cada praia, no geral, tem suas características próprias, com as pessoas escolhendo as que mais sejam adequadas, como exemplo há praias com mais vida noturna, outras com eventos náuticos, ou seja, cada uma com sua tradição.

Os caminhos que levam ao litoral são, basicamente, a Freeway, que chega à Osório, a Rota do Sol, até Arroio do Sal, enquanto a BR 101 vai a Torres e a BR 116 chega à praia do Cassino e outras alternativas que levem até onde existam sombra e água fresca.

Outra característica gaúcha é que os serviços públicos, neste período, também deslocam para as praias, havendo a relocação de recursos humanos e materiais das cidades que diminuem suas demandas no verão.

O verão muda a paisagem e também a rotina de todos, quem precisa ficar nas suas cidades pode aproveitar o trânsito mais tranquilo, a disponibilidade de mais espaços nos locais de lazer, ou seja, quem não vai para o litoral também tem benefícios.

Nosso verão tem estas peculiaridades por sermos um estado, cuja capital, não é uma praia que permita aos habitantes conviver com as ondas enquanto realiza suas atividades rotineiras.

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