Quinta-Feira, 23 de Maro de 2023 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Calor insuportável

Nosso calor atingiu níveis extremos neste verão, com o registro de temperaturas superiores a 40 graus e sensação térmica de muito mais, tornando as atividades do cotidiano mais difíceis, havendo necessidade do uso de ventiladores ou aparelhos de ar condicionado.

A sensação de sufoco e o cansaço ao mínimo esforço são comuns, pois as temperaturas não estão dentro da normalidade e a população não está acostumada a viver desta maneira.

A maioria da população necessita deslocar para o trabalho em ônibus, que não possuem ar condicionado e, geralmente, estão superlotados e demoram para chegar aos destinos, causando desconfortos aos usuários.

Os trabalhos que necessitam da exposição ao sol são os mais cansativos e, normalmente, importantes para o funcionamento das cidades e sem o reconhecimento da sociedade, como exemplo, os lixeiros e garis.

Os estudantes que agora retornam para as escolas são colocados em salas de aula que não possuem nem ventiladores, sendo as refrigeradas um privilégio a uma minoria dos alunos, dificultando ainda mais a aprendizagem e o trabalho dos professores.

As causas do calor passam pela destruição das matas e derrubada de árvores nas cidades para a construção de muitos edifícios que não permitem a circulação do ar, além da colocação de asfalto, substituindo outros materiais mais ecológicos e que permitiriam a dissipação do calor.

Nossos campos também foram devastados para a plantação comercial e a criação de animais em escala industrial, acabando com a vegetação ao redor das fontes de água, as quais são exploradas exageradamente.

Tudo isso acaba refletindo na vida das cidades, as quais não são planejadas, vão crescendo sem nenhum controle, muitas não conseguindo fornecer água, havendo necessidade de racionamento.

Somente com mudança das ações de todos é que poderemos, ao longo prazo, conseguir que volte o equilíbrio em nosso clima, senão a cada ano os termômetros virão a marcar temperaturas mais altas.

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