Sbado, 08 de Agosto de 2020 |

Colunista


Direito e Cidadania


Simone Rapone



Envelhecimento saudável – Um gesto de gratidão e amor com nossos idosos

O envelhecimento no Brasil se apresenta de forma intensa e veloz. Em novembro de 2017 o Ministério da Saúde lançou um programa para promoção do envelhecimento saudável, segundo pesquisa, o Brasil tem 29,3 milhões de idosos, ou seja, 14,3% da população.

A expectativa de vida vem aumentando significativamente, hoje já passa dos 75 anos de idade, o que significa uma melhoria da condição de vida do idoso, devido a ampliação aos serviços sociais, médicos, tecnologias, saneamento, entre outros fatores determinantes para seu bem-estar.

Mas sabemos que nem tudo flui tão bem assim. Não podemos esquecer que embora a expectativa de vida esteja aumentando, precisamos entender que em algum momento esses idosos irão precisar de ajuda. Esse mesmo estudo relata que 69,9% dos idosos são independentes, fazem suas atividades diárias sem ajuda de terceiros, enquanto 30,1% possuem dificuldades na realização das atividades diárias. O que vemos muito nos dias atuais são idosos sozinhos, carentes, depressivos, vivendo abaixo das condições mínimas, porque não querem ser um peso para a família, e muitas famílias não querem esse compromisso.

De modo a garantir uma vida digna para essas pessoas O Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) busca a garantia dos direitos da pessoa idosa abrangendo os seguintes temas: Direito à vida; à liberdade; ao respeito; à dignidade; à alimentação; à saúde; à convivência familiar e comunitária. Além desses, também há outros como: gratuidade nos transportes, isenção de IPTU e até pensão alimentícia paga pelos filhos, desses falaremos em outro artigo. O Estatuto do Idoso destina-se a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

O programa de envelhecimento saudável do Ministério da Saúde deixa de focar apenas na doença e vai mais a fundo na identificação de suas necessidades reais, como questões de estilo de vida, vulnerabilidade social, necessidade de ajuda de outras pessoas e nível de independência para atividades do dia a dia, os profissionais estão sendo capacitados para abrangerem um número cada vez maior de informações sobre a pessoa, para um melhor controle.

Nesse sentido, foi criada a Caderneta de Saúde da Pessoas Idosa, ela permite o acompanhamento pelo período de cinco anos de vários fatores da vida do idoso, sendo eles: Alimentação saudável, atividades físicas, prevenção de quedas, sexualidade, uso e armazenamento de medicamentos. Essas informações podem ser usadas pelos profissionais de saúde, como também por familiares e cuidadores, essas informações serão inseridas nos prontuários eletrônicos de cada idoso.

Alguns idosos têm muita dificuldade em manter as relações sociais, seja pela idade, situação econômica, saúde, ou até mesmo por falta de ânimo “depressão”. O estudo realizado pelo Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), de 2018 “mostrou que 14% dos idosos sentem solidão sempre, e 29% não têm filhos ou os encontram menos de uma vez no ano. ”

Devemos cuidar e amar daqueles que um dia já cuidaram de nós. Incentive-o a buscar alternativas de convivência, como prática de exercícios, danças, yoga, meditação, jogos, academias, igrejas, vizinhança e outros espaços sociais, ou alguma atividade que desperte interesse e ao mesmo tempo contribua para uma vida feliz e saudável, sempre promovendo o cuidado e atenção à suas limitações.

Em caso de violação dos direitos e violência contra idosos, denuncie: Disque 100, ou procure o Ministério Público.

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