Tera-Feira, 04 de Agosto de 2020 |

Colunista


Direito e Cidadania


Valmor de Freitas Júnior



Mês da advocacia!

Agosto é o mês da advocacia!

Mais precisamente no dia 11 de agosto se comemora o dia do advogado. Nesse sentido, o mês é dedicado a homenagear este profissional indispensável à administração da justiça.

Desta forma, não posso me eximir de registrar neste espaço o meu reconhecimento a todos os colegas que, diariamente, se dedicam exaustivamente na bela missão de exercer, através da advocacia, a defesa dos direitos individuais e coletivos.

Aos advogados e advogadas, minhas homenagens. A arte de promover a defesa do constituinte e da cidadania, demanda muito mais do que parece. É preciso estudo, dedicação, comprometimento e, acima de tudo, amor pela profissão.

Não se trata de simplesmente estar no escritório, atender clientes, realizar audiências. É muito maior do que isso.

É acordar à noite pensando num processo, perder o sono, e por vezes, ir até o computador pra rever uma tese ou buscar novas alternativas. Trata-se de um sentimento de entrega, sem medida. É também aguardar horas pra uma audiência, que raramente acontece no horário previsto, enquanto vem na cabeça a quantidade de prazos que aguardam no escritório. É ter hora pra chegar, e não ter hora pra sair. É saber esperar, e exercer com paciência a “resiliência”.

Sofre-se com resultado não esperado. Dói sentir, diariamente, a morosidade da justiça. É difícil explicar as dificuldade do sistema ao cliente. Advogar é perseguir o equilíbrio pessoal, profissional e social, constantemente. Não por menos a justiça tem uma balança como símbolo, afinal.

Ser advogado(a) e é estar disponível para o problema nas horas mais inusitadas, sofrendo todo tipo de abordagem, até mesmo nas horas mais inoportunas. E, mesmo assim, acabar deixando-se envolver, ainda que involuntariamente. Pensar o “direito”, é algo inerente a quem verdadeiramente exerce com vocação o sacerdócio da advocacia.

E não importa o tamanho das dificuldades. Para o advogado(a) de espírito e alma, ainda que no auge do cansaço físico e mental, basta um resultado positivo alcançado para renovar as energias e o entusiasmo, pois isso ratifica o sentimento da paixão e do amor pela profissão. Quem de nós nunca sentiu falta disso tudo depois de alguns dias de férias? O advogado vocacionado não consegue estar longe de tudo isso por muito tempo.

Não há justiça sem advogado! O direito de acesso ao judiciário, o pleno direito à defesa, passa pela advocacia. Cabe a nós sermos o instrumento através do qual o nosso constituinte persegue o seu direito. A ninguém interessa uma defesa fragilizada, sob pena do direito/cidadão sofrer prejuízos que militam na contramão de conquistas históricas.

Parabéns advogados e advogadas! Parabéns pelo empenho diário, trabalhando num sistema que nem sempre oferece o melhor terreno para o exercício da advocacia. Parabéns por acreditarem na profissão, que está dentre as mais importantes da nossa sociedade, por tudo que representa na busca do equilíbrio social. Por maiores que sejam as dificuldades, cabe a nós, sacerdotes do direito, a persecução da justiça na defesa dos que necessitam de amparo. A defesa da liberdade, da vida, da saúde, da propriedade e tantos outros, passa pela nossa mão, aumentando a nossa responsabilidade dentro do macro contexto social. O reconhecimento primeiramente deve ser nosso, pois somos nós que vivemos esta violenta realidade diária, dentro de um Estado Social absurdamente severo, sobretudo nos dias de hoje. Quanto maior a valorização da advocacia, mais o cidadão será respeitado. Fica aqui nosso abraço e o desejo de que tenham todos um excelente mês de agosto, e um feliz dia dos advogados!.

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