Tera-Feira, 04 de Agosto de 2020 |

Colunista


Direito e Cidadania


Valmor de Freitas Júnior



O país e o vírus...

O trabalho agora é home office. Atualização de processos, reuniões com clientes através do sistema de videoconferência.

Do mesmo seguimos com a nossa missão institucional junto à OAB, auxiliando pontualmente nas demandas que aparecem, lembrando da necessidade de manter um clima de respeito às instituições. Todos nós, afinal, estamos nos adaptando a este momento extremamente difícil. Nesse sentido, registro o nosso respeito a todos os órgãos de justiça pelo empenho que estão promovendo.

Entendi muito claramente, que desde o início a missão confiada ao ato de isolamento social, consistia numa forma inteligente (e severa), de diminuir a curva do contágio. Isto é, se o número de infectados crescer bruscamente, o sistema de saúde não dará conta. Mantendo a curva baixa, nossa estrutura terá como absorver a demanda, ainda que ela dure por tempo maior. Isso, inegavelmente, ajudará a diminuir o número de contágios, e também viabilizará um tratamento mais adequado e efetivo aos pacientes. Isso, aliás, é o que o próprio Minstro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vem afirmando e reafirmando.

O isolamento social está correto, sob todos os pontos de vista da ciência. Não apenas isso, com base nos dados do planeta. Um vírus que tem matado, diariamente, centenas de pessoas na Europa, não é apenas um “resfriadinho”.

Mas sim, precisamos fortalecer e proteger a economia. Do contrário, o colapso poderá ser (e será) ainda maior. Como fazer isso, sem dúvida é o grande desafio do momento. As pessoas precisam trabalhar. Por favor, não sejamos rasos a ponto de chamar o vírus de uma modesta “gripezinha” contrariando todas as estatísticas do mundo (pelo menos até termos a nossa própria estatística de segurança), nem tampouco ao ponto de ignorar a urgência do retorno ao trabalho, pois disso depende a sobrevivência das pessoas,

O Presidente errou pela forma intempestiva (comparada aos pronunciamentos do seu próprio Ministro da Saúde), através da qual colocou suas palavras no seu pronunciamento. Ignorou todas as recomendações da ciência, emergindo sua fala sobre o que classifico como: “efeito colateral Trump”. Indefensável a forma como se manifestou, pois foi na contramão de tudo que se conhece sobre o vírus. Este é um ponto.

O que se espera do Presidente é sim que defenda e viabilize a retomada da economia. Mas se espera isso de uma forma inteligente (não mandando as crianças voltarem à escola nesse momento). Primeiro construindo políticas sérias de contenção da crise. O Estado é fundamental nesse momento. Segundo, eu penso, criando gradativamente um ambiente para o retorno das atividades comerciais, sem que isso agrida as pessoas da forma como foi feito. Pois isso é inegável, precisamos todos sim voltar ao trabalho, pois do contrário a esmagadora maioria da população vai sofrer dos efeitos da miséria. Sou autônomo, preciso trabalhar como todos os demais. Precisamos estar em movimento para o dinheiro aparecer, do contrário vamos perecer. Mas precisamos fazer isso juntos, apontando caminhos, preservando as pessoas e respeitando as instituições, para que se sintam confiantes para retornarem. É isso que se espera de todos os nossos representantes, especialmente do nosso maior mandatário.

Equilíbrio. Enquanto transitarmos no conforto dos extremos abdicando da capacidade de racionalizar os problemas, permaneceremos reféns da opinião dos outros, muitas vezes simplesmente multiplicando idéias que nem ao menos conhecemos sua origem, ou sua verdadeira intenção. Que o isolamento continue, mas que o critério seja o da racionalidade e não o do medo. O segundo não nos permite pensar! Precisamos nos movimentar com inteligência!!!

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