Quarta-Feira, 07 de Dezembro de 2022 |

Colunista


Direito e Cidadania


Andrea Maisner



A IMPORTÂNCIA DA IMAGINAÇÃO

No dia 18 de abril se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil, data alusiva ao nascimento do escritor Monteiro Lobato (18/04/1882 e falecido em 1948), reconhecido por suas obras literárias de grande importância, sendo talvez a maior e mais conhecida O Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Curiosamente o escritor era formado em Direito e chegou a exercer a profissão de Promotor Público no Vale do Paraíba. Somente em 1919 começou a escrever livros com a temática infantil, criando os personagens tão conhecidos até hoje como o Saci Pererê, a Narizinho e o Marquês de Rabicó.

Nas minhas mais doces recordações de infância estão, sem dúvida, todas as noites de leituras que minha mãe fazia à beira da cama, de livros retirados emprestados na biblioteca da escola pública que estudei para que eu adquirisse conhecimento e, pudesse utilizar a minha imaginação. Eu não sabia ler e os livros eram um encanto com seus desenhos coloridos e histórias de seres surreais e, a cada palavra lida com uma entonação diferente e até dramatização, motivada eu ficava para logo aprender a ler.

A imaginação das crianças deve ser estimulada e a leitura é uma forma de fazer isso. Através dos livros conseguimos viajar sem sair do lugar, conhecer seres desconhecidos, aprender sobre diversas curiosidades. Os livros são o outro mundo, um outro universo. São um mundo, fora do mundo.

No entanto conheço muitas pessoas que tem dificuldade em ler um livro ou dizem não gostar de ler. Nenhum tipo de livro. Veja, há livros de todos os tipos: didáticos, de romance, de ficção, filosóficos, de auto-ajuda, espirituais, de terror, documentais, manuais para profissionais, etc. Não me refiro aquelas pessoas que não encontram tempo para ler em sua rotina – cada dia mais atarefada e acelerada – mas aquelas que não leem mesmo porque, acredito eu, não desenvolveram sua imaginação na infância.

As crianças que são estimuladas a ler e assim, imaginar na mente o que está acontecendo, crescem com vontade de ler, com sede de conhecimento. Sou um exemplo vivo disso, bem como hoje minha filha também é.

Mas não é tarefa fácil incluir a leitura na rotina da família. Mas podemos incluir mais imaginação. Podemos transmitir para os filhos e para os outros o lúdico dos livros que já lemos e criar neles a vontade de conhecer o que está naqueles livros.

O advento da Páscoa se aproxima e, apesar de ser muito mais que ovos de chocolate e coelhinhos – são elementos lúdicos e imaginários para facilitar o entendimento dos pequenos sobre acontecimentos religiosos mais complexos.

Assim, o período de sexta-feira santa, de jejum, de comer apenas peixe e, depois o sábado de louvor e o domingo de celebração, podem e devem ser um momento para a família introduzir na imaginação das crianças os acontecimentos reais que podem ser lidos através de vários livros, por exemplo.

Claro que a imaginação também pode – e deve – ser estimulada através de outras formas de arte, como os filmes. Certamente haverá filmes nesse período para retratar a morte e ressurreição de Jesus, dentre outras possibilidades, como a confecção de cestas nas escolas e o conhecido tapete de serragem em frente as Igrejas e procissões.

Há infinita possibilidades de estimular a imaginação e a leitura sem que seja um fardo.

A vida precisa de arte, de leitura, de imaginação.

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