Quarta-Feira, 07 de Dezembro de 2022 |

Colunista


Direito e Cidadania


Andrea Maisner



VOCÊ SABE QUEM JÁ ELEGEU?

Não há como não falarmos do pleito eleitoral a pleno vapor esse mês que irá decidir, pelos próximos anos, dentre outros cargos tão importantes quanto, o novo Chefe do Poder Executivo.

No dia 02 de outubro fomos todos às urnas votar para presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais.

Mas será que todos os cidadãos sabem a importância desses cargos?

Muito se fala no segundo turno que se avizinha, já que ficou postergado para o dia 30 de outubro a decisão final sobre quem irá governar o Rio Grande do Sul (e alguns outros estados do País), e quem será então o novo presidente que assumirá a partir de janeiro de 2023. No entanto, os cargos que realmente têm grande relevância na efetivação, concretização de direitos e propositura de leis já foram definidos, quais sejam: deputados estaduais, federais e senadores. Você sabia disso?

Quantas pessoas sabem as atribuições dos deputados? E do senador? Você sabe que o poder Legislativo é o responsável pela elaboração e aprovação (ou não) das leis? Que o senador eleito representa o Rio Grande do Sul em Brasília e, consequentemente, a forma de pensar do nosso povo?

São esses políticos que, verdadeiramente, poderão ou não fazer diferença nos próximos quatro anos. Os chefes dos poderes Executivos – presidente e governador – ainda não eleitos são, via de regra, subordinados a maioria da Câmara (estadual ou federal) e do Senado Federal. A exceção é o poder de veto.

Toda a discussão que cerca os candidatos sobre alianças políticas, partidos dependem exatamente daqueles que já foram eleitos no primeiro turno.

De nada adianta o seu candidato a presidente ou a governador ser eleito se a maioria na Câmara for de oposição, pois dessa forma só se conseguirá um país sem união de pensamentos.

Claro que não estou dizendo com essas considerações que devem ser eleitos apenas aqueles que concordam em tudo ou são da mesma linha e partido (direita, esquerda, centro, etc), pois o que faz uma democracia é justamente a possibilidade de discutir e reavaliar as várias visões e a defesa de todos os interesses de forma isenta.

O que quero deixar como ponto de reflexão é: estamos sendo coerentes com nossas convicções ao exercermos nosso dever de cidadão votando neste ou naquele candidato?

Quanto votamos para presidente ou governador e defendemos ferrenhamente – como tenho visto em todos os lugares cada um o seu candidato – fizemos da mesma forma e com a mesma coerência quando escolhemos o deputado (estadual e federal) e o senador?

Quando 2023 chegar e um novo governo iniciar poderemos argumentar que houve mudança ou não sabendo do que estamos falando ou sequer temos ideia de como funciona o sistema brasileiro composto por três poderes independentes?

Ainda dá tempo de assistir debates, estudar e votar consciente. Nosso país merece.

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