Quarta-Feira, 24 de Maio de 2017 |

Colunista


EducadaMente


Tatiani Roland



Na semana passada, em 24 de junho de 2015 encerraram-se os prazos para os seguintes dispositivos: Elaboração dos planos de educação de estados, municípios e DF, elaborados em processos participativos e com a devida participação da sociedade civil; Elaboração do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e dos orçamentos anuais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, consignando dotações orçamentárias compatíveis com a execução do Plano Nacional de Educação (PNE); Estabelecimento de normas, procedimentos e prazos para definição de mecanismos de consulta pública da demanda das famílias por creches; Melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir médias nacionais para o Ideb, com aferição a cada dois anos; Elevação da taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5%; Política nacional de formação dos profissionais da educação; Implantação de política nacional de formação continuada para os profissionais da educação de outros segmentos que não os do magistério, construída em regime de colaboração entre os entes federados; Fórum permanente para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica; Aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional. Sabendo de tudo isso me preocupa pensar em como estamos atrasados!!!!!!! O Plano Nacional de Educação funcionará se cada meta, estratégia ou demanda for realizada degrau a degrau. Uma coisa depende da outra. De nada adianta ficar planejando quatro anos um plano e não ter a competência de colocar todos os seus dispositivos em prática num tempo adequado. Está aí a importância de todos os brasileiros na busca por respostas, cobrança e participação nas ações. Caso contrário, sempre chegaremos ao final do tempo tentando discutir coisas que deveriam ter sido vistas antes e com critérios como foi o caso do item polêmico do PNE sobre assegurar o reconhecimento e o respeito à diversidade sexual e de gênero e a oferta de oportunidades iguais a todos.

Maioridade penal em pauta

A discussão do momento: reduzir a maioridade penal de dezoito para dezesseis anos para crimes considerados graves (hediondos). Latrocínio e estupro, homicídio doloso (intencional), lesão corporal grave, seguida ou não de morte, e roubo qualificado se encaixam nessa definição. É preciso muito argumento para não cometer atropelos.
Enquanto as votações ocorrem na Câmara e depois Senado, continuamos vendo nos bairros de nosso município e de outros pelo Brasil as crianças traficando aos oito, nove e dez anos. Como agir? Como colocá-los na escola se a atração pelo comércio ilegal é convidativa e gera mais adrenalina, retorno material e “vida louca”? É preciso atuar urgentemente por aqui. Não teremos tempo de buscar culpados. Chegou a hora de agirmos sobre o mundo que queremos para as próximas gerações. Fique atento ao resultado dessa votação.


É preciso festejar!

A Escola Estadual Maurício Sirotsky Sobrinho, do bairro Maria Regina em Alvorada está prestes a deixar de ter a amada diretora Rosângela dos Santos Melo como gestora. Ela assinou sua aposentadoria na semana passada. Foram mais de trinta anos de vida docente no bairro. Também lecionou na escola Alice de Carvalho e viu seus alunos crescerem, formarem famílias, ganhou muitos e muitos “netos e netas” emprestados. Uma linda história. Uma bela recompensa. Um exemplo de cidadã, líder, amiga, colega e professora inesquecível. É preciso pensar que não dá pra se aposentar da história de vida construída, mas que esse momento seja um prêmio por toda a dedicação ofertada.

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