Terça-Feira, 22 de Agosto de 2017 |

Colunista


EducadaMente


Tatiani Roland



Os dias estão sendo contados para as chegadas “férias de julho”. É preciso planejar. Os alunos da rede pública terão quinze dias de descanso já os educadores estudam e fazem formações diversas durante a primeira semana tendo apenas a outra para fazer uma parada e aproveitar o tão sonhado descanso do corpo e da mente.
Muitos estão ansiosos para que as aulas terminem devido ao aumento dos casos com morte pela meningite aqui no Estado. As autoridades ainda anunciam que está tudo sob controle, mas no fundo quem lida diariamente com tantas pessoas numa sala de aula fica atento a tudo e tenso com qualquer sinal de doença. Se pararmos para refletir sobre o custo de uma vacina contra a meningite tipo B ficaremos ainda mais entristecidos. Como pagar um valor superior a mil reais para imunizar uma criança? A vacina necessita ser aplicada de duas a quatro vezes e cada aplicação custa, em média, R$550,00. Essa vacina ainda não se encontra a disposição na rede pública e a busca em clínicas particulares, apesar do elevado preço, tem formado filas e causado a baixa no estoque das mesmas. Contudo cabe lembrar que o caso ocorrido em Alvorada foi do tipo C da doença (viral) que tem a vacinação ofertada desde 2010 e não a mesma que atingiu crianças em Cachoeirinha, que é causada por bactérias.


Creches, Escolinhas e Escolas: cuidados básicos com a saúde.

A médica pediatra Maria Nesti e o Doutor Moisés Goldbaum pesquisadores sobre Medicina Preventiva afirmam que as crianças cuidadas em creches, escolas ou escolinhas apresentam risco de adquirir infecções aumentado em até duas a três vezes, com impacto na saúde individual e na disseminação das doenças à comunidade. O risco está associado, entre outros fatores, às características desses espaços, e medidas de prevenção simples são efetivas para diminuir a transmissão de doenças. Os médicos ressaltam: lavagem apropriada das mãos após exposição; utilização de precauções padrão; rotina padronizada para troca e descarte de fraldas usadas, localização e limpeza da área de troca, limpeza e desinfecção de áreas contaminadas; uso de lenços descartáveis para assoar o nariz; funcionários e área exclusivos para a manipulação de alimentos; notificação das doenças infecciosas; treinamento de funcionários e orientação dos pais.
Num período como o que estamos enfrentando cabe lembrar aos alunos de sua tarefa em auxiliar os professores na manutenção da sala de aula arejada, evitar a partilha de objetos como copos e garrafas de água e fazer a correta higiene do seu corpo. Dessa forma estaremos protegendo o grupo e a si mesmo com maior eficácia. Manter os olhos atentos à caderneta de vacinas verificando se está tudo em dia é uma boa dica para os pais participarem também.

O vício em pensar...

Semana que vem esse espaço irá trazer uma discussão sobre o mal do século... O que será? Como e por que a humanidade adoeceu coletivamente, das crianças aos adultos? Não perca!!!

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