Sábado, 24 de Junho de 2017 |

Colunista


EducadaMente


Tatiani Roland



Como escrever sobre alguma outra coisa que não tenha relação com a violenta enchente que assola nosso município? Todos nós fomos afetados de um jeito ou outro. Quem não sofreu com as dores alheias ou sequer se emocionou com tamanha fragilidade de nossa estrutura urbana? Quantos, que estão lendo esse artigo, tiveram a casa invadida pela água, pelo medo de assaltos ou pela incerteza de que dias melhores virão? Eu mesma estive nessa situação e posso afirmar que tem determinados momentos nos quais a gente simplesmente desiste para logo em seguida encontrar força, coragem e vontade de recomeçar. Onde achamos tudo isso? Não sei muito bem, contudo só posso afirmar que ainda acredito em dias bem melhores. Talvez tenha sido por ser afetada pela capacidade de amar que as pessoas, em sua grande maioria, são capazes de demonstrar. Quando coisas assim aparecem as marcas que deixam são muito mais profundas do que o desgaste da água nas paredes e nos móveis; muito mais sólidas do que a vitória de salvar seus documentos e pertences mais queridos; muito mais resistentes do que a dor da perda. Essas demonstrações de solidariedade só comprovam que o mundo ainda tem jeito e que não estamos sozinhos.

Dias de paz...
Num município onde mais de duzentas mil pessoas vivem é incrível a força e a velocidade que as redes sociais e mídias em geral têm para reunir pessoas que nunca se viram em prol de outras tantas que nunca sequer pensaram em se conhecer.
Solidariedade pura. Também nessas horas sinto uma saudade de passar pelo pórtico de Alvorada e ver escrito que somos a capital da solidariedade. Sim, somos! Precisamos deixar bem claro pra todo mundo saber e se inspirar em nossas ações. Alvorada, Alvorada sempre um novo amanhecer.
Existe um ditado que diz: “Sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe”. Quanta movimentação para acalentar pessoas com frio, com medo, animais de estimação deixados para trás. Quantas formas de dizer “ Ei, eu ajudo!”. Quantas lágrimas caídas e quantos sorrisos arrancados. Quanta gente buscando dias de paz... Isso realmente importa. Isso fez, faz e fará a diferença. Isso abastece quem perdeu muito e revigora quem doou o que podia.
Vi alguns comentários na internet de pessoas que ajudam de forma anônima e que reprovam outras que publicam fotos sobre ações. Sinceramente o que importa são as coisas boas que fazemos. Cada um é cada um sendo que a maior lição disso tudo é fazer alguma coisa e não apenas ficar olhando, comentando, curtindo ou criticando! Ei, contagie-se e faça também algo por alguém!

Dias que não deixaremos para trás...
Importante não esquecer que os assaltos durante a enchente, que os “espertos” tentando ganhar dinheiro com a tragédia alheia e algumas pessoas que apenas foram fazer “Turismo nas zonas alagadas” são elementos para reflexão e para as quais devemos criar estratégias de eliminação. Juntos nós podemos!

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