Sábado, 24 de Junho de 2017 |

Colunista


EducadaMente


Tatiani Roland



ALVORADA, PARABÉNS PRA VOCÊ!

Amanhã nosso município está fazendo aniversário. Lá se vão 50 anos de emancipação. Como as coisas mudaram rápido por aqui. Mesmo eu tendo quase quatro décadas de vida seria impossível registrar tudo, porém fico encantada ao ouvir meus alunos da Educação de jovens e Adultos falando sobre como as coisas eram antes de 1965. Pra mim talvez o fato mais interessante seja que em minha certidão de nascimento apareça que nasci em domicílio quando na verdade vim ao mundo num hospital da capital. Entretanto enche-me de orgulho ser linhagem desse povo novo, alvoradense, que mesmo sem hospital começava a trilhar uma jornada que hoje compreende um município com mais de 200 mil habitantes numa área relativamente apertadinha de 71 quilômetros quadrados.
Claro que nos faltam recursos, espaços, propostas para uma boa qualidade de vida. Mas temos tanto a agradecer pra essa terra! Gostaria de ter praças mais arborizadas, oportunidades de lazer, atrativos turísticos, mais empregos, menos violência. Aliás, acho que posso desejar tudo isso para minha amada cidade afinal sou uma das tantas alvoradenses que luta pra tornar nosso espaço um lugar melhor de viver.

NOTÍCIAS TRISTES TAMBÉM EXISTEM...
Nem só de festa pela cidade ou pela Semana Farroupilha é que podemos ficar. Há um luto profundo em meio a tanta alegria. A violência que mata jovens em nossa Alvorada é algo assustador. Como se a vida não valesse muito perde-se a noção de quanto ela é preciosa.
Fica meu respeito, luto e tristeza aos familiares e professores da Escola Municipal Podalírio Inácio de Barcelos que em menos de um mês observou três de seus alunos da Educação de Jovens e Adultos serem mortos. Vítimas de uma guerra sem justificativa, vítimas de uma violência no trânsito... tão simplesmente vítimas... tão tristemente jovens que partiram sem ter uma segunda chance.
Algumas vezes para tudo dar errado basta estar no lugar certo ou vice-versa. Algumas vezes procurar emoção no desconhecido é suficiente para encontrar o horror e as piores reações da espécie humana. Por isso cabe sempre avisar com quem ou aonde vai, porquê ou para que sai. Por isso se justifica o questionamento de quem ama e o medo de quem já viveu mais.
Para terminar quero dizer que nessa semana assisti a um programa de TV que trouxe uma “pegadinha” com meninas de 12 a 15 anos que frequentam redes sociais. Supostamente bem educadas, informadas e esclarecidas as jovens de nada lembraram ao aceitar o convite de um “amigo” para um encontro. Poderia ser um pedófilo, poderia ser um bandido, mas era felizmente um jornalista. Pra piorar a decepção dos pais eles estavam juntos nesse encontro. Ficavam escondidos pra terem a certeza de que a filhinha tão bem informada colocava sua vida em risco por nada. O perigo mora dentro de casa, dentro de cada um de nós.

COMENTÁRIOS ()