Domingo, 30 de Abril de 2017 |

Colunista


EducadaMente


Tatiani Roland



ESCOLA NÃO COMBINA COM VIOLÊNCIA
Essa semana que passou trouxe consigo mais notícias de violência contra o espaço escolar. Em outras regiões do país é possível ver casos de alunos que vandalizam, batem em professores, desrespeitam um espaço social tão vital.

Aqui em Alvorada infelizmente casos de destruição e desacato ocorrem diariamente. Casos que chocam os profissionais da educação e deixam exposta a nossa fragilidade frente aos problemas cada dia mais graves.

Estava conversando com uma colega professora que me disse que a escola dela foi intimada a pagar indenização e custas de um processo no valor de mais ou menos trinta mil reais a um “pai” que foi denunciado por abusar da filha e sentiu-se abalado emocionalmente. Não houve condições de provar o caso porque a família trocou de bairro, escola, enfim daqui a pouco nem denunciar crimes a escola poderá devido aos entraves de uma justiça lenta e nem tão justa assim.

Em minha escola da rede estadual tivemos alguns arrombamentos e saques esse ano. Nossa última perda foi uma linda TV que estava no refeitório. Todos perdem... Já na minha escola da rede municipal uma onda de pichações deixou a escola triste. Não há esforço que baste para lutar contra o desânimo, mas lá estão os professores, gestores e funcionários buscando alternativas pra deixar a escola mais bonita e equipada.

Na sexta-feira foi a vez da escola municipal Nova Petrópolis. A professora Catiane relata: “Triste por receber a meia noite de sexta feira ligações da guarda do Município de Alvorada, brigada militar e Conselho Tutelar, comunicando que a nossa tão querida escola Nova Petrópolis, foi arrombada, e mais triste do que a tristeza pelos bens materiais que foram roubados e a despesa nos consertos, é saber que três menores de 9 anos, alguns nossos alunos estavam a meia noite cometendo esse vandalismo, ONDE ESTÃO OS PAIS RESPONSÁVEIS POR ESTES MENORES????? sabem cobrar da escola....mas o que faziam a meia noite na rua???? Agora é consertar estragos e tentar passar o melhor que temos para eles...estragar só por estragar....”

Esse triste desabafo é o sentimento de muitos que trabalham na educação. Sabemos, em quase todas às vezes, quem são os culpados, porém não conseguimos resolver os problemas por falta de apoio. Não é incomum diretores negociarem com marginais a devolução de itens furtados.

É preciso mudar as estratégias urgentemente. A escola deve ser um lugar de esperança. Um refúgio contra as maldades da rua por mais que estejamos no seio da sociedade. Os estudantes precisam de referências, de heróis, de modelos bons e provas de que é possível sim sermos felizes agindo de maneira honesta.

Ao final fica a pergunta: “E agora, quem poderá nos defender?”
Para refletir: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons” (Martin Luther King)

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